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Pesquisa mostra que bonecos dos testes de colisão vão… morrer

Com avanço tecnológico dos simuladores e inteligência artificial, dummies estariam com os dias contados, diz estudo
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Redação AB

26 set 2022

2 minutos de leitura

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Os dummies, aqueles bonecos que simulam a anatomia humana e são usados em testes de colisão, pareciam imortais. Mas preste atenção na ironia do destino. Os protótipos, que já sobreviveram a muito carro ruim e inseguro, vão morrer em breve graças ao avanço da tecologia.

Os bonecos dos testes de colisão, que justamente orientavam as fabricantes a aprimorarem a segurança de seus veículos, serão substituídos devido ao avanço dos softwares e ferramentas digitais usados na indústria automotiva. É o que revela uma pesquisa global da Altair, empresa especializada em ciência computacional e inteligência artificial (IA).

Dummies em ritmo de despedida

O estudo feito com mais de 2 mil profissionais da cadeia automotiva em todo o mundo revelou que os os dummies tendem a ficar obsoletos em um prazo entre quatro e seis anos. 

A enquete também aponta que 67% dos entrevistados esperam que a tecnologia focada nos gêmeos digitais, que já é usada pela maioria das montadoras, torne o uso dos protótipos físicos dispensável neste período.

Simuladores vão substituir os dummies em testes de colisão

O gêmeo digital é visto como peça fundamental da Indústria 4.0. Ele combina dispositivos físicos com o universo virtual – a partir de sensores, realidade virtual, realidade aumentada etc. Com a aplicação de inteligência artificial, o sistema promete não só identificar e propor soluções a problemas em projetos automotivos, como também antevê-los.

Com o uso de simuladores com maior definição e precisão, os famosos dummies usados nos testes de colisão tendem a virar peça de museu. Isso porque os softwares conseguirão (já conseguem, inclusive) simular vários aspectos do veículo, mesmo na fase de protótipo, como colisões e o nível de proteção aos ocupantes.


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A própria pesquisa mostrou que 73% dos entrevistados acreditam que tais ferramentas digitais trarão avaliações de risco mais precisas, o que acarretará em menos tempo de desenvolvimento dos automóveis. Além disso, 62% apontaram que a tecnologia vai reduzir os custos de manutenção e de garantia dos carros.

A Altair realizou a pesquisa entre 4 e 24 de maio e obteve 2.007 respostas de profissionais de 10 países: Estados Unidos, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Coreia do Sul, Espanha e Reino Unido.