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Petrobras aposta em etanol de segunda geração

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cria

08 jun 2011

3 minutos de leitura

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Mário Curcio, AB

Durante o evento Ethanol Summit, que ocorreu no Hotel Grand Hyatt nestes dias 6 e 7 de junho, a Petrobras expôs seus avanços na produção de etanol de segunda geração. “A produção de etanol de segunda geração, com bagaço de cana, daria para abastecer a frota da cidade de São Paulo por um ano”, revela o gerente de Gestão Tecnológica da companhia, João Norberto Noschang Neto (foto) . “E a geração de energia elétrica com esse bagaço daria para iluminar a cidade do Rio de Janeiro também por um ano”, informa Neto, que falou sobre essa nova realidade da companhia: “Nós vivemos em biocombustíveis hoje o desafio que tivemos há alguns anos para iniciar a produção de petróleo em águas profundas.”

Em sua apresentação, ele revelou: “A Petrobras investe US$ 400 milhões em biodiesel, etanol, desenvolvimento de matérias-primas, novos biocombustíveis e sustentabilidade.” O projeto da Petrobras para o etanol de segunda geração começou em 2004 e exigiu o desenvolvimento em laboratório e a construção de uma planta piloto, em 2008, dentro do centro de pesquisas da companhia. A operação envolveu associações com outros centros de pesquisa, a construção de uma unidade experimental e de unidades industriais.

Noschang Neto expôs problemas enfrentados pela Petrobras com o crescimento da produção de etanol. Um deles é decorrente de safras mais longas, que resultam em dificuldade de colheita nos períodos chuvosos e também em queda no teor médio de açúcar da planta. A estocagem de grandes volumes de açúcar também é outro problema, cuja solução pode ser a transformação do produto em melaço ou em xarope invertido. Sobre a estocagem de grandes volumes de etanol, os maiores problemas são as perdas por evaporação e o alto risco de acidentes, como incêndio.

Para o executivo, os próximos passos são a construção de unidades de produção mais eficientes e integradas às primeiras, a busca de novas enzimas (que entram no processo de obtenção do álcool de celulose), flexibilidade no uso de matérias-primas e a utilização de cana-de-açúcar com menor geração de bagaço.