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Petrobras aumentará sua participação no mercado argentino

Ministro argentino Julio De Vido cumprimenta o brasileiro Edison Lobão (foto: Elza Fiúza, Agência Brasil)
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Redação AB

20 abr 2012

2 minutos de leitura

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Agência Brasil

Após o governo argentino anunciar, no dia 16, a retomada do controle da petrolífera YPF, o ministro do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços da Argentina, Julio De Vido, afirmou, em visita ao Brasil, que seu país deseja que a Petrobras “aumente de 8% para 15%” a participação no mercado interno de petróleo e gás.

A Petrobras é a primeira companhia estrangeira que o governo argentino procura após o anúncio da encampação da YPF, que havia sido privatizada em 1999 com o capital da empresa espanhola Repsol. A partir desta segunda, 23, De Vido deve reunir-se com as companhias de capitais norte-americano e chinês.

O anuncio foi feito nesta sexta-feira, 20, logo após audiência com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. Segundo Lobão, a estatal brasileira vem investindo nos últimos anos na Argentina cerca de US$ 500 milhões anuais, o mesmo valor projetado para 2012.

A demanda da Argentina, no entanto, é apresentada no momento em que a Petrobras precisa aumentar gastos internos visando à exploração de petróleo na camada pré-sal na costa brasileira (previsão de US$ 224 bilhões), um ano após a estatal ter vendido ativos na Argentina (como postos de abastecimento e refinaria de petróleo) e menos de 12 meses depois de a província de Neuquén ter cancelado contrato de exploração da companhia brasileira em um campo petrolífero.

Apesar desse cancelamento recente, Lobão assegurou que não há riscos de a Petrobras sofrer intervenção na Argentina, como ocorreu com a petrolífera espanhola. “Confiamos nas relações com a Argentina, são sólidas”, afirmou. O ministro brasileiro não garantiu nenhum aumento de investimentos da Petrobras na Argentina. “Nossa intenção é investir o que mais pudermos”, disse, sem estabelecer valores e prazo.

Além da situação da participação da Petrobras no mercado argentino, Lobão e De Vido trataram dos projetos de construção conjunta das hidrelétricas binacionais Garabi e Panambi, no Rio Uruguai, em trecho de fronteira entre os dois países. Em dois meses, esse é o segundo encontro que o ministro de Minas e Energia brasileiro trata com o governo argentino sobre as hidrelétricas e os investimentos da Petrobras.