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Agência Estado
A Petrobras divulgou nesta segunda-feira, 15, que no primeiro semestre de 2011 apurou lucro líquido recorde de R$ 21,93 bilhões, resultado que representa incremento de 18% em relação ao acumulado do primeiro semestre de 2010. O fluxo de caixa líquido do período chegou a R$ 27,2 bilhões. O crescimento, segundo a Petrobras, foi influenciado pelo aumento das vendas e preços do petróleo.
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que boa parte do ganho financeiro de R$ 2,8 bilhões da empresa no segundo trimestre se deu graças ao impacto cambial, com a desvalorização do dólar e valorização do real. Barbassa informou que o efeito do câmbio respondeu por R$ 1,3 bilhão do total.
Barbassa destacou ainda que a queda no preço do barril de petróleo, verificada recentemente, deve ser uma tendência. Para ele, a estimativa é de que as curvas de preços do mercado internacional e doméstico se igualem com o recuo no valor do barril e a manutenção dos preços praticados pela estatal.
Para o diretor financeiro, o País ficou em desvantagem no segundo trimestre porque houve um aumento na diferença de preços entre o petróleo produzido aqui e o Brent. “A diferença existe porque o petróleo brasileiro é mais pesado, no fim do quarto trimestre do ano passado estava em torno de US$ 4 e agora está em US$ 8, com o barril de petróleo nacional sendo exportado por US$ 109 ante a média do Brent de US$ 117.”
Barbassa também destacou que com a alta do preço internacional do barril no mercado, ao longo do primeiro semestre de 2011, houve maior pressão sobre os custos de extração. “O preço internacional mais alto estimula a indústria a elevar preços dos bens que compramos para fazer o desenvolvimento da produção de petróleo”, disse.
O custo de extração encerrou o segundo trimestre deste ano em R$ 20,93 por barril. Com participações governamentais o valor chega a R$ 55,14, ante R$ 19 e R$ 50,66, respectivamente, no primeiro trimestre.