
“Não, não há nenhuma negociação nesse sentido”, disse após um evento no Rio de Janeiro. Ela disse ainda que não comentaria declarações anteriores de ministros sobre uma alta nos combustíveis e acrescentou que a Petrobras buscará uma paridade com os preços internacionais para os valores dos combustíveis vendidos no Brasil.
No início do mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é o presidente do Conselho de Administração da Petrobras, disse não há perspectiva de reajuste horas depois de o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia falar que existia a possibilidade de alta dos valores este ano.
Desde que os ministros se pronunciaram, a presidente da Petrobras não havia comentado publicamente o tema. Embora não haja um prazo definido para novos reajustes, a estatal pretende amenizar os efeitos da defasagem das cotações locais dos combustíveis nos resultados da companhia. A Petrobras tem importado grandes volumes para atender ao mercado interno, o que tem pesado no balanço da empresa, informa a Reuters.
O aumento que foi dado no preço da gasolina em junho, de 7,8%, não chegou ao consumidor em função da redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mas ele não compensa a defasagem que a Petrobras tem em relação aos preços internacionais.
Um novo aumento na gasolina agora acabaria tendo efeito no preço nas bombas e, por consequência, na inflação, considerando que a Cide foi zerada.
A defasagem dos preços dos combustíveis foi apontada como um dos motivos, mas não o principal, para o prejuízo registrado pela estatal no segundo trimestre, o primeiro em mais de 13 anos.
Neste ano já foram realizados dois reajustes do diesel, de 4% e 6% nos meses de junho e julho, além da correção nos valores da gasolina. No entanto, esses reajustes não foram repassados ao consumidor, à exceção de parte da segunda alta do diesel.