
“O crescimento nas vendas do 208 no primeiro quadrimestre de 2022 foi de 155% comparado com o resultado do ano anterior”, comentou Antonio Filosa, CEO da Stellantis, durante a apresentação do novo 208 1.0 Firefly.
É isso mesmo: a Peugeot recorreu a um motor de origem Fiat para equipar seu compacto. O conjunto é o mesmo que já integrou Uno e Mobi, e hoje impulsiona o Argo. São 75 cv com etanol e 71 cv se movido a gasolina, com torque máximo de 10,7 kgfm e 10 kgfm, respectivamente. O câmbio manual de cinco marchas também veio do “primo” da Fiat.”
“A partir do momento da criação da Stellantis apareceu um leque enorme de possibilidades para todas as marcas do grupo. No caso da Peugeot, estamos colocando na rua um novo motor e uma nova versão que trazem todo o requinte e desempenho que o 208 merece”, afirmou Felipe Daemon, diretor da marca Peugeot na América do Sul.
Mudanças entre primos

Engana-se, porém, quem pensa que tudo é igual nos dois modelos. A engenharia da Stellantis precisou usar peças exclusivas no 208, como alternador, compressor e sonda lambda. A central eletrônica, por sua vez, foi recalibrada.
A motorização da linha Firefly será oferecida em duas versões: a configuração de entrada Like custa R$ 72.990, enquanto a inédita Style sai por R$ 79.990. Vale lembrar que esses valores são especiais de lançamento – e por isso devem subir em breve.
Independente da versão, o 208 é bem equipado de fábrica. Sai com quatro airbags, iluminação diurna por LEDs, central multimídia com tela tátil de 10,3 polegadas e suporte a Android Auto e Apple CarPlay sem fios, ar-condicionado, direção elétrica, duas entradas USB, alarme, espelhos retrovisores elétricos e vidros elétricos nas quatro portas.
A nova versão Style acrescenta faróis com iluminação full LED, grade frontal com acabamento em preto brilhante, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, rodas de liga leve de 16 polegadas, aerofólio, carregador de celular por indução e teto solar panorâmico.
Como anda?

Apesar do breve contato inicial com o 208 1.0, nota-se que as principais qualidades do hatch foram preservadas. A boa posição de dirigir continua lá, assim como a suspensão com calibragem mais firme do que o ajuste mais “mole” do Argo. Isso faz com que o hatch da Peugeot tenha maior estabilidade nas curvas.
As respostas, porém, são típicas de um carro com motor 1.0, que demora um pouco mais para realizar as retomadas de velocidade. Cresce, assim, a ansiedade pela adoção do propulsor 1.0 turbo, que deve estrear no segundo semestre para aposentar de vez o 1.6 16V flex. Por enquanto, ele segue em linha nas versões mais caras do 208, agora exclusivamente com câmbio automático.
Altas expectativas

Se você estranhou o retorno da Peugeot ao segmento de hatches 1.0, saiba que a decisão mira um público muito importante para a empresa: as vendas diretas.
Mas esse não é o único alvo da empresa, que espera preencher uma lacuna deixada pela maioria de seus rivais. Hoje existem poucos modelos com motor 1.0 acima da dupla Fiat Mobi e Renault Kwid.
Por isso, Felipe Daemon espera que a Peugeot possa obter um crescimento expressivo de até 60% no volume de vendas do 208.
“Nossa projeção de incremento de volume é proporcional ao ganho de mercado, então as expectativas são grandes com essa oportunidade de trazer a Peugeot de volta ao segmento de modelos 1.0 depois de 16 anos”.
Para atingir essa meta, a marca pretende ampliar sua rede de concessionárias. “Hoje temos 140 pontos de venda e até o final do ano vamos chegar a 180 pontos. A maior parte deles, inclusive, estará em praças onde ainda não estamos presentes, então existe um movimento estratégico nessa expansão”, concluiu Daemon.
