
“Nós estamos examinando o impacto de nossa aliança com a GM sobre a joint-venture. Não está claro se a aliança muda as condições de nossa parceria”, declarou à Reuters um porta-voz da Peugeot.
Segundo o jornal francês La Tribune, citado pela Reuters, a montadora alemã manifestou a intenção de comprar parte ou toda a participação da Peugeot na joint venture por não ter lhe agradado a recente aliança da francesa com a GM e estava preocupada com a estabilidade financeira da Peugeot.
A BMW havia afirmado que as condições da aliança mudaram desde que a GM tornou-se a segunda maior acionista da Peugeot, com 7% de participação, mas ressaltou que ainda manteria a joint-venture. Em maio, o presidente-executivo da BMW, Norbert Reithofer, havia dito durante o encontro anual com acionistas que a aliança entre a Peugeot e a GM não afetaria a parceria com a montadora francesa.
O mesmo jornal publicou na véspera que a família Peugeot queria a substituição do presidente-executivo Philippe Varin devido à queda nas vendas e da aliança com a GM. A demissão foi desmentida pelo conselho de administração da PSA Peugeot Citroën (leia aqui).