A Peugeot está negociando com o governo do presidente François Hollande sobre seus planos de reestruturação divulgados há duas semanas, em meio a disputas sobre como manter o segundo grupo automotivo da Europa em pleno funcionamento em 2014.
A empresa planeja fechar a unidade de Aulnay, ao norte de Paris, e demitir 8% de seus trabalhadores na França. O governo classificou o plano de “inaceitável” na sua forma atual e provocou uma guerra de palavras entre os controladores da empresa e o governo. Nesta segunda-feira, porém, as tensões parecem ter terminado após reunião entre o executivo-chefe da Peugeot, Philippe Varin, e o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault.
Varin disse que explicou a situação na qual a empresa se encontra, que as vendas para seus mercados europeus importantes estão despencando e que é improvável a recuperação para os níveis de antes da crise nos próximos anos. “Prometo que não haverá demissões forçadas e que faremos o que for necessário para recuperar Aulnay”, afirmou Varin após reunião com o governo francês.