
A Lumileds, divisão de iluminação automotiva da Philips, prevê o crescimento das vendas de lâmpadas de LED no mercado de reposição, para substituir lâmpadas halógenas H4 e H7 dos faróis originais de fábrica e H8, H11 e H16 dos faróis de neblina. Para motivar essa troca, a empresa aposta em apelo triplo: mais segurança, durabilidade e beleza. Também garante que é a única no Brasil a atender a legislação para a substituição, preservando a mesma área de projeção da luz e potência dosada para não causar ofuscamento aos motoristas dos veículos à frente ou que vêm no sentido contrário.
No Brasil nenhum carro sai de fábrica com faróis 100% LED, só modelos importados de gama superior usam esse tipo de iluminação original, mas a tecnologia começa a ganhar espaço também nos veículos nacionais para aplicação em luzes de sinalização, como lanternas e farol de rodagem diurna (DRL, na sigla em inglês). Mesmo globalmente, a proporção de carros zero-quilômetro com iluminação LED ainda é baixa, em torno de 5% nos faróis e 20% nas lanternas, segundo estima João Paulo Bogonovi, gerente geral da Lumileds Brasil.
“O sistema LED é mais caro mas tem vantagens, economiza espaço e energia, dura muito mais, por isso a tendência é de crescimento gradual do uso nos próximos anos, porque é difícil substituir rápido a tecnologia de lâmpadas halógenas que domina o mercado há mais de 30 anos”, diz o executivo.
O mercado brasileiro de reposição – que sem revelar porcentuais a Philips afirma liderar no segmento de iluminação automotiva – representa perto de 60% das vendas de lâmpadas da divisão Lumileds no País. Os outros 40% vão para fábricas de faróis e lanternas, que são fornecidos aos fabricantes de veículos, e correspondem, segundo a empresa, a uma fatia de 30% do fornecimento original de lâmpadas automotivas no Brasil, mas neste caso só vende LEDs de sinalização. Por enquanto, o LED para faróis será vendido exclusivamente no aftermarket, para quem quiser substituir as lâmpadas halógenas de fábrica.
ILUMINAÇÃO MAIS FORTE E DENTRO DA LEI
A maior potência de iluminação pode garantir mais segurança, por aumentar a visibilidade do veículo à noite. Para se ter ideia, enquanto a lâmpada halógena de um farol tem intensidade luminosa de 30 megacandelas por metro quadrado (Mcd/m2), a geração mais recente de LEDs emite mais de 100 Mcd/m2. Segundo a Philips, a segunda geração de lâmpadas LED que começa a ser vendida no mercado brasileiro de reposição entrega 160% mais iluminação do que uma lâmpada convencional.
Do ponto de vista estético, a luz branca do LED tem temperatura de cor de 6.200 Kelvin, dando ao veículo uma aparência mais moderna. A durabilidade também é muito maior, pode chegar a oito anos, porque o diodo emissor de luz é um semicondutor feito de material sólido, não tem filamento que se rompe com o tempo. “Muita gente vai vender o carro sem nunca ter trocado essa lâmpada”, destaca a gerente de marketing Juliana Gubel. A Philips dá garantia de três anos às suas lâmpadas LED, comparado ao máximo de dois anos da iluminação convencional.
Para colocar o LED para faróis no mercado de reposição, a Philips afirma que testou a lâmpada nos 10 carros mais vendidos no País em laboratórios credenciados pelo Inmetro. A empresa garante que seu LED, ao contrário de concorrentes, é o único no mercado que respeita o mesmo corte de iluminação e potência previstos pela legislação, para evitar problemas de segurança com ofuscamento da visão de motoristas que vêm em sentido contrário.
Para fazer a troca da lâmpada halógena pela LED dentro da lei existe certa complicação burocrática: o Código de Trânsito Brasileiro prevê que a modificação deve ser homologada por oficina credenciada – que afere se a iluminação respeita os limites de corte e potência previstos em legislação – e informada no documento do veículo.