
A Piaggio usará uma fábrica local para nacionalizar a produção das motos e abastecer o Brasil e o Mercosul. Ainda não está decidido se usará alguma estrutura já existente, como a Dafra, por exemplo, ou galpão já utilizado anteriormente por fabricantes de motocicletas.
A detentora das marcas Vespa e Piaggio quer para si mais de 10% do segmento de duas rodas nos próximos cinco anos e acredita que nesse período o Brasil estará entre os quatro maiores negócios globais da empresa.
A operação será presidida por Longino Morawski, executivo que liderou a reestruturação da Harley-Davidson do Brasil entre 2010 e 2015. A Piaggio espera repetir na região os bons resultados que obtém em todo o mundo. Em 2015, as vendas líquidas do grupo totalizaram € 1,295 bilhão, crescimento de 6,8% sobre o ano anterior. A empresa lidera o mercado europeu de duas rodas e detém 15,2% de todo o segmento, ou 24,1% considerando apenas os scooters.
SEGMENTO EM ALTA NO BRASIL
Segundo dados levantados pela empresa, a participação dos scooters e motonetas no setor de duas rodas saltou de 18% para 30% entre 2009 e 2015. Nas grandes capitais é visível esse crescimento, motivado pela facilidade de pilotar dos modelos atuais, que em regra têm transmissão automática CVT, e também pela praticidade, por terem bons espaços para transportar objetos. Segundo pesquisa da Honda, os scooters também têm a seu favor uma imagem mais simpática do que as motocicletas.
A Asset Beclley atua nas principais praças brasileiras e tem know-how em trazer empresas internacionais para o mercado nacional. A companhia é brasileira e tem sede em São Paulo (SP).