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conjuntura

PIB cresce 2,3% puxado por investimentos

Atualizado às 14:41
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Redação AB

27 fev 2014

3 minutos de leitura

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou na quinta-feira, 27, o crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, em 2013, divulgado nesta mesma data pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores, a soma das riquezas atingiu R$ 4,84 trilhões e o PIB per capita (por pessoa) atingiu R$ 24.065. O crescimento, segundo ele, denotou uma expansão de qualidade, puxada pelos investimentos.

Mantega disse que o crescimento mostra que a economia está em trajetória de aceleração gradual com relação ao ano anterior, quando cresceu 1% (0,9%). Ele disse que o resultado prosseguirá como tendência em 2014. “É importante ressaltar que o crescimento de 2013 foi um crescimento de qualidade [já que] foi puxado, entre outras coisas, pelos investimentos”.

O resultado ficou em linha com as projeções do governo e de analistas. A previsão dos economistas do mercado financeiro era de um crescimento de 2,28% em 2013, segundo o boletim Focus, bem próximo ao projetado pelo Banco Central, que, depois de seguidas reduções ao longo do ano, manteve em 2,3%. Já a estimativa do IBC-Br, uma prévia do PIB, mostrou alta de 2,52% na atividade em 2013, parecida com a do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de 2,5%.

Os três setores analisados pelo IBGE para o cálculo do PIB mostraram avanço, com destaque para agropecuária, que cresceu 7%, influenciada pela safra recorde de grãos. Segundo o instituto, é o maior índice de crescimento desde o início da série, em 1996. Na sequência, aparecem serviços, com alta de 2%, e indústria, que cresceu 1,3%. Em 2012, o avanço do PIB havia sido puxado pelo desempenho do setor de serviços, o único que, na ocasião, mostrou taxa positiva.

Segundo o ministro, apesar dos resultados pouco expressivos da indústria nos últimos dois anos, o setor pode voltar a ter papel fundamental nos resultados futuros. “A indústria sofreu por falta de dinamismo do mercado mundial, não apenas do mercado brasileiro: o setor poderá crescer mais, aumentando as exportações, em razão do câmbio mais favorável”.

De acordo com Mantega, o cenário futuro será influenciado por estabilidade cambial, investimentos crescentes e ingressos de capitais no País. Os empresários brasileiros poderão também ter mais crédito no exterior.

INVESTIMENTOS E GASTOS DO GOVERNO

Em 2013, na análise pela demanda, a formação bruta de capital fixo (investimentos) foi o que mais cresceu, 6,3%, influenciada pelo aumento da produção do setor de máquinas e equipamentos e aquisições de bens de capital, como caminhões e máquinas agrícolas e de construção. A taxa de investimento foi de 18,4% do PIB, um pouco acima do registrado em 2012, de 18,2%. Já a taxa de poupança foi de 13,9% em 2013, abaixo do no ano anterior, de 14,6%.

Dentro dessa mesma avaliação, o consumo das famílias, que por muito tempo puxou o crescimento da economia brasileira, apresentou taxa positiva pelo décimo ano consecutivo. No entanto, o aumento foi menos expressivo, 2,3% – em 2012, a alta foi de 3,2%. A despesa com os gastos do governo foi o item que menos subiu dentro da análise da demanda, 1,9%.

As exportações cresceram 2,5%, puxadas pelos produtos do setor agropecuário. O porcentual foi inferior ao das importações de bens e serviços, cujo avanço foi de 8,4%, impulsionado pela indústria petroleira.