A agropecuária foi o setor que mais cresceu no terceiro trimestre em relação ao período anterior, com aumento de 2,5%, seguida da indústria, que teve alta de 1,1%. O setor de serviços se manteve estável.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2011, o PIB apresentou alta de 0,9% no terceiro trimestre deste ano, abaixo do piso das estimativas, que variavam de 1,1% a 2,12%, com mediana de 1,9%. No ano, o PIB avançou 0,7%, na comparação com o mesmo período de 2011.
INVESTIMENTO EM QUEDA
O IBGE registrou ainda queda de 2% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no terceiro trimestre do ano ante o trimestre anterior. A taxa de investimento correspondeu a 18,7% do PIB. Sobre o mesmo período do ano passado a retração foi de 5,6%. No ano o investimento produtivo acumula retração de 3,9% entre janeiro e setembro sobre igual intervalo de 2011.
O recuo de 2% da FBCF sobre o trimestre anterior é o maior desde o primeiro trimestre de 2009, auge da crise financeira internacional. São ainda cinco trimestres seguidos de retração ante o período imediatamente anterior, o mais intervalo de queda em 13 anos.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirma que o resultado confirma algo que a indústria já sabia. “Embora a maioria dos analistas tenha se surpreendido, o crescimento de apenas 0,6% do PIB deu um contorno numérico à sensação que já tínhamos”, explica. Segundo ele, os altos custos de produção no país inibem os investimentos produtivos. Na opinião do executivo, sem mudanças o próximo ano não terá crescimento do PIB superior a 3%.