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PIB do 1º tri cresceu acima das expectativas

Os dados do produto interno bruto dos primeiros três meses de 2011, divulgado pelo IBGE na primeira semana de junho, indicam que a atividade econômica manteve o ritmo de expansão dos trimestres anteriores. Com taxa de crescimento de 1,3%, ante o trimestre anterior, a expectativa fica por conta de como será o andamento no restante do ano.
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Redação AB

15 jun 2011

2 minutos de leitura

Ao se observar a distribuição do PIB, é possível identificar quais foram os setores mais aquecidos. Favorecido pela alta dos preços e por fatores climáticos, o produto interno bruto da agricultura expandiu 3,3%, a maior alta perante os demais segmentos. Em segundo, apareceu a indústria, com elevação de 2,2%, e os serviços em terceiro, com 1,1%.

Vale destacar que o peso da agricultura no PIB é de aproximadamente 6%, o da indústria, 24%, e o dos serviços, 70%. Portanto, qualquer sinal negativo na atividade econômica dos serviços é percebido com maior intensidade na taxa do PIB.

Extraí, então, importante observação do PIB dos serviços: com aumento da renda, os componentes da atividade dos serviços apresentaram altas expressivas nos preços, refletidas na alta da inflação medida pelo IPCA. Esse movimento inflacionário provocou medidas implementadas pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda nos últimos oito meses para ajustar a economia aos níveis potenciais, que atuaram basicamente na contenção do crescimento dos serviços.

Outro número interessante percebido no resultado trimestral refere-se à elevação de 1,2% na taxa do investimento da economia brasileira. Próximo a 20% do total do PIB, o investimento se acelerou devido aos novos projetos voltados às áreas de extração mineral, energia, petróleo, infraestrutura e alguns segmentos industriais. De qualquer forma, a participação do investimento no PIB está aquém do ideal, hoje estimado em torno de 25%.

No geral, a determinante mais importante para o crescimento da economia nos três primeiros meses de 2011 foi o consumo das famílias, de acordo com o IBGE. Influenciado pelo comportamento da massa salarial real e pelo aumento do crédito para pessoas físicas, o consumo das famílias registrou variação positiva pelo trigésimo trimestre consecutivo: 5,9%.