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Pimentel confirma redução de impostos

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Redação AB

26 mai 2011

4 minutos de leitura

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Redação AB

Serão anunciadas no início do segundo semestre medidas de incentivo à indústria atualmente em gestação no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O ministro Fernando Pimentel confirmou que a nova Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do País deve incluir desoneração de bens de capital (máquinas e equipamentos) e a redução de impostos e encargos trabalhistas.

“Vai haver, sim, redução de encargos (trabalhistas) e tributos. Não posso dar um prazo, mas acredito que, na virada do primeiro para o segundo semestre, essas medidas serão anunciadas”, afirmou o ministro, após participar do seminário “Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego”, promovido pela Fiesp e centrais sindicais na capital paulista nesta quinta-feira, 26. “Estão em estudo, mas podem ter certeza de que serão tomadas medidas de curtíssimo prazo, como a redução de encargos e tributos, especialmente sobre a folha de pagamento, mas também sobre bens de capital e sobre investimentos”, completou.

Câmbio, juros e defesa comercial

Também está incluída entre as medidas em estudo pelo governo para proteger a produção industrial nacional o que o ministro chamou de “boa política de defesa comercial”, que envolve o combate mais ativo a práticas desleais de comércio internacional dentro das normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). “As licenças não-automáticas de importação serão usadas nos setores em que há clara ameaça à balança comercial”, afirmou Pimentel.

O ministro reconheceu que a indústria de transformação é o segmento da economia mais afetado pelas condições externas, mas disse que o câmbio sobrevalorizado é uma equação sem solução no curto prazo. “Os Estados Unidos praticam política monetária claramente expansionista com efeitos perversos no mundo todo, sobretudo nas economias emergentes como o Brasil”, analisou. “Isso atinge de maneira dura as relações de troca no mundo inteiro. Não temos como escapar ou inventar outro cenário.”

Sobre juros, Pimentel disse que a taxa Selic ainda não pode ser reduzida: “A taxa não é movida pelo desejo da gente. É claro que todo mundo quer juros baixos, e eu tenho certeza de que inclusive o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também quer”, afirmou. “Mas temos hoje uma conjuntura ainda com uma certa ameaça inflacionária, e a taxa de juros está refletindo este momento. Isso vai mudar e tenho certeza de que ao longo do segundo semestre vamos ter uma realidade melhor.”

Argentina

O ministro disse ainda estar confiante em relação às negociações com a Argentina para liberar produtos retidos na fronteira. “Espero que a gente chegue a um acordo de curto prazo, que possa liberar tanto os carros argentinos que estão na fronteira quanto os produtos brasileiros que estão parados na Argentina. Estou otimista quanto a isso. Acho que há uma boa vontade dos dois lados e vamos chegar a um bom acordo.”

Com informações da Agência Estado e Fiesp