
Geoffrey Hinton, pioneiro da inteligência artificial (IA), afirmou que se demitiu do Google para falar livremente sobre os perigos da tecnologia. Segundo ele, os computadores poderiam se tornar mais inteligentes do que as pessoas muito antes do esperado.
“Saí para poder falar sobre os perigos da IA sem considerar como isso afeta o Google”, escreveu Hinton em sua conta no Twitter.
Em entrevista ao jornal “The New York Times”, Hinton disse estar preocupado com a capacidade da IA de criar imagens e textos falsos convincentes. Criando um mundo onde as pessoas “não serão mais capazes de saber o que é verdade”.
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Depois que a startup OpenAI lançou uma nova versão do ChatGPT, em março, centenas de pesquisadores de tecnologia assinaram uma carta aberta. Eles pedem o adiamento de seis meses no desenvolvimento de novos sistemas, dado os “riscos que a inteligência artificial representam para a humanidade.”
Geoffrey Hinton trabalhou no Google por mais de dez anos e se tornou um dos nomes mais respeitados no setor tecnológico. Em 2012, ele e dois de seus alunos de pós-graduação na Universidade de Toronto, no Canadá, criaram uma tecnologia que se tornou a base intelectual dos sistemas de IA.
Segundo o “The New York Times”, o Google pagou US$ 44 milhões para adquirir uma empresa fundada por Hinton e seus dois alunos, o que levou a criação de sistemas cada vez mais poderosos e o desenvolvimento de novos chatbots, como o Bard do Google. Em 2018, Hinton e dois outros antigos colaboradores receberam o Prêmio Turing, chamado de “Nobel da computação”, pelo trabalho em redes neurais.