
A carreira de quinze anos de Piquini no Grupo Fiat chega agora ao fim (“numa boa”, como ele define). Rawicz volta com a mulher e filha da Itália, onde permaneceu onze meses como gerente de comunicação e braço direito de Franco Ciranni, vice-presidente da Iveco para as operações internacionais. Sua nova missão? Substituir Piquini na Iveco.
Ao que tudo indica, as duas experiências caminharam bem. Piquini diz que ainda é cedo para falar “do depois” e garante que a decisão foi tranquila, “bem conversada com a empresa”, amadurecendo ao longo de meses. Sua substituição, no final, foi rápida. Rawicz ajustou as pendências com Ciranni, alugou um flat em Belo Horizonte e volta com familiaridade aos lugares que frequentou durante os anos de sua vida profissional, na maior parte ligados à Fiat e Iveco.
“Foi uma experiência e tanto trabalhar com o Ciranni nas operações internacionais. Só a operação Naveco, joint venture entre Iveco e SAIC, produz e comercializa 120 mil veículos comerciais por ano. Nesse total está a divisão PowerDaily, que responde por 40 mil unidades. Há também operações na Austrália, África e outros países asiáticos”, diz Rawicz, que foi convidado pelo próprio Marco Mazzu, presidente da Iveco Mercosul, para assumir o novo posto.
Piquini, 15 anos de Grupo Fiat, com passagem pela Fiat Automóveis e Iveco, começou a carreira, como jornalista. Avançou depois para a área de comunicação de marketing, que inclui propaganda, promoção e identidade corporativa. Mandou bem, fez eventos importantes e memoráveis para lançamento de produtos e campanhas e explica que vai ficar com a tarefa de levar adiante, até o fim do ano, a equipe da Scuderia Iveco, da qual é diretor. “Vamos ganhar a Fórmula Truck”, garante. Ele é corintiano e, do jeito que fala do time, dá a impressão que pode haver aí algo mais do que uma viagem para ver a final no Japão.