A votação foi convocada na segunda-feira, 24, logo após assembleia, na qual a votação já havia se mostrado claramente apertada. O plebiscito serviu para confirmar a intenção dos trabalhadores em aceitar a nova proposta da montadora que foi apresentada aos representantes dos funcionários em reunião de negociação ao longo de todo o último fim de semana.
O acordo aprovado valerá por dois anos e prevê reajuste salarial de 5% retroativo a setembro, que é a data base da categoria, mais abono salarial de R$ 4 mil, que será pago em janeiro de 2017. Além disso haverá recomposição integral da inflação (INPC) a ser aplicada nos salários também no próximo ano.
Com relação à proposta anterior, cuja rejeição deu início à greve (leia aqui) acrescentou-se a extensão do período de estabilidade por mais três meses, portanto, até dezembro de 2017, além da renovação dos contratos de trabalhadores temporários e a antecipação do 13º salário de 2017 para fevereiro. O acordo também prevê um adicional nos salários a ser aplicado em janeiro de 2018 e 2019, caso a produção anual atinja ou supere as 16 mil unidades somando caminhões e ônibus. O valor será de 0,5% nos salários a cada 1 unidades produzidas a mais.