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Política de segurança reduz custo de seguros

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Redação AB

13 fev 2011

3 minutos de leitura

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Alana Gandra, Agência Brasil

A implantação de políticas públicas de segurança é o principal fator de redução do custo dos seguros de veículos no país, segundo o presidente do Clube dos Corretores do Estado do Rio de Janeiro, Amílcar Vianna.

Estudo da Fenseg — Federação Nacional de Seguros Gerais, baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra queda de 12,57% no Rio de Janeiro de 2009 para 2010. Em São Paulo, a redução foi de 7,21%, enquanto no Distrito Federal houve um aumento de 21,80%.

Dados do Denatran — Departamento Nacional de Trânsito mostram que a quantidade de veículos roubados ou furtados no país caiu de 48,3 mil, em 2008, para 38,2 mil no ano passado. O índice de recuperação de veículos foi de 41% em 2010. Somente em dezembro, a recuperação foi de 43%.

O custo do seguro, como é chamado o preço da apólice, é formado por vários itens, como o índice de roubo, o custo de peças de reposição e a quantidade de acidentes ocorridos com os automóveis. No caso do Rio de Janeiro, em especial, a Lei Seca foi um dos fatores que contribuíram para a redução do preço do seguro, segundo Vianna.

“A lei diminuiu enormemente o número de colisões no trânsito. As colisões também geram um custo para a indústria de seguros. Se eu tenho um número menor de colisões e de roubos, certamente os custos dos seguros são reduzidos.”

A instalação das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades carentes do Rio também pesou no resultado. “É um fator a mais”, disse Vianna, destacando que essas unidades foram implantadas principalmente no segundo semestre de 2010, e que a redução nos custos dos seguros ocorreu gradativamente.

Vianna aposta que haverá maior interesse dos moradores das comunidades pacificadas pelos seguros em geral. Segundo ele, o aumento da renda do trabalhador provoca uma reação positiva no setor de seguros.

“Naturalmente, a população das classes C e D deve tornar-se consumidora de seguros pessoais ou patrimoniais. Acredita-se que vai haver um crescimento do chamado microsseguro, dedicado à população de baixa renda e contratado de maneira simplificada, para garantir não só o patrimônio, mas, especialmente, a vida dessas pessoas.”