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Política industrial: momento requer ousadia, afirma Dilma

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Redação AB

02 ago 2011

3 minutos de leitura

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Daniel Lima, Luciene Cruz, Pedro Peduzzi e Yara Aquino, da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse que as medidas do Plano Brasil Maior de política industrial, lançado nesta terça-feira, 2, foram construídas “com ousadia” para que a indústria nacional possa competir em melhores condições com a “avalanche de manufaturados” importados que chega ao Brasil por causa da crise dos países ricos e pelas novas condições de produção internacional.

“Se a concorrência com os importados baratos e nem sempre de boa qualidade já tem sido uma luta injusta, saibam que, com a crise nos países desenvolvidos e a consequente retração nos seus mercados internos, a concorrência pode se tornar ainda mais difícil para a indústria brasileira”, disse Dilma no discurso de lançamento da nova política industrial.

Dilma garantiu que o governo está do lado da indústria e que é urgente oferecer condições tributárias e de financiamento adequadas ao estímulo dos investimentos produtivos e à geração de emprego no setor nacional. “Nosso desafio é fazer tudo isso sem recorrer ao protecionismo ilegal que tanto nos prejudica e que tanto evitamos, sem ameaçar a estabilidade macroeconômica do País, sem abrir mão da arrecadação necessária para atender às demanda da população na área social e de infraestrutura.”

O pacote de medidas foi anunciado nesta terça-feira porque, segundo a presidente, nesse momento de incerteza internacional, o mais prudente é agir, e não esperar. “É justamente numa situação de tensões no mundo que devemos mostrar, além de indispensável bom-senso, uma boa dose de ousadia.”

Desoneração da folha

Entre as medidas do Plano Brasil Maior estão a desoneração da folha de pagamento para setores da indústria nacional que empregam grande volume de mão de obra. Num primeiro momento foram incluídos em um projeto piloto os setores de confecção, calçados, móveis e programas de computador, para os quais a alíquota do INSS sobre a folha de pagamento cairá de 20% para zero, o que será parcialmente compensado com a tributação do faturamento a partir de 1,5%. Há também medidas que abrangem desoneração das exportações, defesa comercial, crédito e garantia às exportações e à promoção comercial.

Fotos: Wilson Dias/ABr