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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse na quinta-feira, 19, que a decisão do governo federal em adiar o prazo para as empresas se adequarem às normas que regulamentam o uso do ponto eletrônico foi tomada porque a produção industrial desses equipamentos não poderia atender à demanda do mercado.
Lupi negou que o adiamento tenha sido motivado por pressões do setor empresarial, que queria o fim da norma. “Quem me conhece sabe que não sou homem de sofrer pressões. Estamos convictos de que essa medida será boa para patrões e empregados, inclusive para a Justiça do Trabalho. A maior parte das reclamações na Justiça se refere ao não pagamento de horas extras”, alegou.
Segundo o ministro, a medida vai possibilitar que o trabalhador possa reclamar diretamente o não pagamento de horas extras.
Com o adiamento, a norma passará a valer a partir de 1º de março de 2011. A medida iria começar a valer a partir da quinta-feira, 26.