
A Pony.ai foi fundada em 2016 e opera veículos autônomos em serviços de ride-hailing desde 2018, porém em caráter de projeto piloto (assim como existem projetos do tipo em todo o mundo). Ela já havia recebido, em novembro do ano passado, uma licença para operar comercialmente seus carros autônomos em Beijing. Tecnicamente, é diferente da licença atual, que qualifica seus veículos para operar como se fossem táxis. Mas, na prática, ambas são licenças que permitem que o grande público utilize os veículos para fazer viagens.
Bateria de testes
Para obter a nova licença comercial em Nansha, a Pony.ai precisou cumprir vários requisitos, como ter 24 meses de teste de direção autônoma dentro e fora da China, ter rodado pelo menos 1 milhão de km em testes, ter rodado pelo menos 200 mil km em testes em Guangzhou e ter zero envolvimento com culpabilidade em acidentes de trânsito.
Com isso, a partir de maio, a companhia pode começar a operar os robotáxis comercialmente, cobrando tarifas e competindo de igual para igual com os taxistas. Os preços, diz a empresa, serão competitivos com os valores cobrados nos táxis comuns e será possível solicitar e pagar as viagens por meio de app.

Apesar da obtenção da licença, os carros da Pony.ai ainda estão rodando com um motorista humano como precaução. Mas a ideia é que essa medida seja eliminada “no curto ou médio prazo”, segundo a empresa. A companhia continua operando seus testes em outras cidades chinesas e também na Califórnia (EUA), e pretende expandir os negócios no futuro.
“Iremos expandir a escala dos nossos serviços, prover experiências de viagem com qualidade ao público em Guangzhou, criar um padrão para a indústria em serviços de robotáxi e continuar a liderar a comercialização de robotáxis e robocaminhões”, afirmou em comunicado James Peng, co-fundador e CEO da Pony.ai.