Estamos diante de uma nova proposta que vem com a regulamentação do regime automotivo para a indústria brasileira. Este assunto tem gerado expectativas em todo o setor, pois vai renovar as regras, com impacto direto em todos os elos da cadeia. A mudança pode ser excelente para alguns e ruim para outros. Nós do IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, esperamos que a política defina justiça para todos os lados, sem exploração dos valores verdadeiros do homem, e que haja equilíbrio.
O mercado é volátil, mas creio que há equilíbrio mesmo diante das incoerências na forma como tratamos nossos consumidores, profissionais e sociedade. Nem sempre acertamos, e é importante aprender com os erros. Quero acreditar que o novo regime automotivo será justo, e isso significa atender aos interesses do ser humano como um todo, e não somente os de ordem econômica.
Criamos políticas para evoluir, mas só vamos atingir nossos objetivos se conseguimos preservar os valores humanos. Muito tem se discutido sobre inovação, porém nosso conceito precisa ser ampliado e deixar de ficar restrito apenas a algo novo e diferente que traz retorno financeiro. Inovação tem de ser algo que beneficie o ser humano, que promova o bem estar, uma vida melhor.
Neste sentido, poderíamos estar usufruindo de diversas inovações que ainda não saíram do papel. Hoje temos tecnologia para estudar o ciclo de vida de um produto e analisar como ele impacta na vida do ser humano e no meio ambiente. Isso significa que somos capazes de nos sustentar sem degradar o mundo em que vivemos.
Os valores mudam conforme o tempo, individualmente e em grupo. Quando crianças, estimamos objetos que na fase adulta não nos fazem sentido, e cada época há diferentes opiniões e ideias e, além disso, cada cultura tem valores distintos. Temos de buscar o equilíbrio. Nossa torcida é para que o novo regime automotivo vislumbre isso e traga justiça para o Brasil e demais países na tarefa de produzir e comercializar veículos.