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Redação AB
Volkswagen e Porsche informaram nesta quinta-feira, 8, que não haverá uma decisão sobre seus planos de fusão antes do fim deste ano, como originalmente previsto, por conta de uma série de questões jurídicas pendentes nos Estados Unidos e na Alemanha referentes a uma suposta manipulação de mercado pela Porsche, que impossibilita quantificar os riscos envolvidos no negócio, segundo informações da agência Dow Jones.
“Não há mais expectativa de que esses obstáculos jurídicos sejam superados em tempo”, informou a Volkswagen por meio de nota. Mas as duas empresas garantem que “continuam comprometidas” com a criação de uma empresa integrada.
Em agosto de 2009, as duas montadoras decidiram tentar a fusão depois de uma acirrada disputa de poder. Após um acordo, a Volkswagen assumiu participação de 49,9% na Porsche e adquiriu as opções para assumir os 50,1% restantes num estágio posterior. Até lá, a Porsche continuaria funcionando de forma independente.
A Volkswagen informou que avaliará se existem ações possíveis para cumprir o objetivo de criar um grupo automobilístico integrado. Uma comissão da companhia pretende apresentar o resultado dessa avaliação até o fim de 2011.
Acusação de manipulação
Diversos fundos de investimento dos Estados Unidos entraram na justiça local acusando a Porsche de tentar manipular o mercado ao construir uma participação de 51% na Volkswagen e adquirir opções para controlá-la. A ousada iniciativa da Porsche, no entanto, sofreu um duro revés com o aperto nos mercados de crédito durante a crise financeira internacional de 2008/2009 e a montadora concordou com uma fusão da qual a Volkswagen sairia como controladora.
A promotoria pública alemã também investiga as suspeitas de manipulação de mercado. As investigações estão em andamento e ainda não se sabe quando poderá haver um desfecho. A Porsche qualifica as acusações como infundadas.