
Por fora e por dentro o Macan continua praticamente igual à versão vendida atualmente no Brasil. É um SUV de dimensões compactas com tocada esportiva forte e interior confortável e finamente bem-acabado. O ganho de desempenho trazido pelo motor mais potente é mínimo. Segundo a Porsche, o novo 2.0 desenvolve 252 cv entre 5.000 e 6.800 rpm e 370 Nm de torque a partir de 1.600 rpm até 4.500 rpm, enquanto o de 237 cv de 5.600 a 6.800 rpm atinge 350 Nm entre 1.500 e 4.500 rpm. Traduzindo em performance, a nova versão faz de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos – ou 6,5s se equipado com o pacote opcional Sport Chrono –, enquanto a antiga leva 6,9s. A velocidade máxima de 223 km/h aumentou apenas 6 km/h, para 229 km/h. A transmissão automática PDK de dupla embreagem e sete velocidades permanece a mesma, assim como o sistema de tração integral gerenciada eletronicamente pelo Porsche Traction Management (PTM).
Em condições de uso normal do carro, dificilmente alguém percebe tais diferenças de performance. Portanto, para quem pode, melhor aproveitar o desconto da versão atual e ficar com um carro tão bom quanto.
Na Alemanha, onde já estão abertas as encomendas para a nova versão que chega às concessionárias em junho, o preço começa em € 55.669, algo como R$ 222,7 mil pelo câmbio atual, o que antecipa que por aqui os valores pedidos pelo novo Macan 2.0 de entrada podem facilmente superar os R$ 350 mil. O modelo é o principal impulsionador das vendas da Porsche no Brasil: em 2015, foram 324 unidades emplacadas, o que representou 44,7% do total de 732 carros da icônica marca alemã vendidos no mercado brasileiro.