
A receita da Porsche aumentou 4% no primeiro semestre na comparação com mesmo período do ano passado ao atingir cifra de € 12,3 bilhões, com retorno operacional de 17,5%. O resultado foi impulsionado pelo crescimento de 3% das vendas globais, que encerraram a primeira metade do ano com volume de 130,5 mil veículos. O lucro operacional foi a € 2,2 bilhões, leve aumento de 1%.
O Panamera obteve o maior crescimento no semestre entre os modelos Porsche, com 20,5 mil unidades entregues, quase o dobro do volume registrado no mesmo período no ano passado. O 911 também teve um crescimento de dois dígitos, aumento de 28%, atingindo 21,4 mil unidades vendidas. As linhas de maior volume continuam a ser o Macan, com 46,6 mil, e o Cayenne, com 28,7 mil.
Nos primeiros seis meses, a marca também registrou o aumento de 5% no número de funcionários, que agora soma 30.785 pessoas em todo o mundo.
“Nosso desempenho no primeiro semestre nos garante uma forte base para o sucesso do ano fiscal de 2018”, afirma o presidente do Conselho Executivo da Porsche AG, Oliver Blume. “Continuamos a investir também no futuro de nossa marca: eletrificação, digitalização e conectividade são grandes desafios, que decidimos encarar como uma oportunidade. No próximo ano, teremos o lançamento no mercado do Taycan, o primeiro Porsche puramente elétrico. Ele irá estabelecer parâmetros para o futuro da mobilidade”, completou Blume.
Para o CFO, Lutz Meschke, os efeitos positivos combinados e o desenvolvimento de áreas além do negócio de veículos, como pós-vendas e os serviços de consultoria MHP e Porsche Consulting, contribuíram positivamente para o resultado. Por outro lado, foram realizados investimentos consideráveis dedicados ao negócio no futuro, como eletrificação e desenvolvimento de novas áreas de negócios.
“Teremos alguns desafios a superar na segunda metade do ano”, disse Meschke. Ele afirma que a empresa precisará adaptar-se à situação política e econômica incerta e garantir também a compatibilidade de sua linha de modelos com os novos padrões de emissões vigentes na Europa. “Mesmo assim, vamos continuar trabalhando para alcançar nosso objetivo estratégico, de atingir um retorno operacional de pelo menos 15%”, disse.