
A rede atual tem seis concessionárias e duas novas serão abertas até o fim do ano, uma em Recife (PE) e outra em Florianópolis (SC). “Haverá mais revendas no futuro, mas é preciso avaliar”, diz Brück, ainda sem previsão de prazo e locais para abertura de mais pontos.
Em julho de 2015 a Porsche criou a subsidiária brasileira a partir de uma joint venture formada com a Stuttgart, antiga importadora oficial que atualmente detém 25% do controle dos negócios. Durante entrevista a Brück, Automotive Business recordou que a subsidiária chegou meses antes da troca do comando mundial do Grupo VW em decorrência do dieselgate.
Perguntamos se o fato alterou ou pode alterar os planos para a Porsche no País: “É claro que o Grupo VW está avaliando várias questões, mas a Porsche está gerando lucro e não há razão para mudar”, garante Brück. O executivo revela ainda que a presença da subsidiária já colhe resultados da sinergia de grupo e permitirá a utilização do centro de treinamento da Volkswagen, na zona sul da cidade de São Paulo.
Para se instalar no Brasil, a companhia com tradição em esportivos montou escritório, formou uma equipe de 24 pessoas e passou a importar os carros em agosto do ano passado. Perguntamos a Matthias Brück se a presença da subsidiária pode reduzir o tempo de espera e aumentar o poder de negociação na hora de trazer os carros recém-lançados: “A cada dois meses temos de dar um retorno (à matriz) sobre nossa previsão de vendas e com base nisso fazemos nossas solicitações”, diz.
A OPERAÇÃO BRASILEIRA
Em seu programa de avaliação de mercados, a Porsche identificou há cinco anos o potencial do Brasil, que já foi o maior mercado latino-americano e atualmente é o segundo, atrás do México. Isso determinou a instalação da subsidiária em 2015. “É certo que a situação (econômica) atual não estava prevista, mas foi uma decisão acertada, nos preocupamos com resultados de médio e longo prazos”, afirma o diretor-presidente.
Em 2014 e 2015 a Porsche registrou números semelhantes de emplacamentos, 742 e 732 carros, respectivamente. O modelo mais vendido nestes dois anos foi o Macan, cuja participação no mix da Porsche saltou dos 27,6% para 44,3%. No primeiro trimestre de 2016 ele foi o segundo colocado, com 66 unidades, ante 84 do Cayenne.