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Porsche pretende fazer do Brasil seu maior mercado na América Latina

A Porsche decidiu fortalecer a presença no mercado brasileiro com subsidiária local. A operação é uma joint venture entre a empresa, que detém 75% do controle do negócio, e a Stuttgart Sportcar, até então importadora exclusiva dos carros da marca. Com a unidade, a companhia pretende fazer com que o Brasil volte a ser seu principal mercado na América Latina, posição perdida recentemente para o México.
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Giovanna Riato

12 nov 2015

3 minutos de leitura

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“Em 2013 tivemos recorde de vendas nacionais com 1.039 carros, mas os volumes diminuíram desde então”, conta Heinz Moreira, diretor de vendas da operação local. A meta está distante para este ano. De janeiro a outubro a companhia negociou 597 carros no País, uma unidade a mais do que no mesmo período de 2014.

O executivo prefere não projetar quando isso irá acontecer, mas confirma a expectativa de que 2016 traga boas oportunidades para a Porsche. “O mercado brasileiro tem potencial. Já devemos crescer a partir do ano que vem”, determina. Um dos pilares para o avanço da companhia no Brasil é a ampliação do portfólio de produtos. Com o recente anúncio de redução do Imposto de Importação para carros eletrificados (leia aqui), a empresa confirma a intenção de vender localmente a versão híbrida do Cayenne. “A chance é grande”, diz o executivo.


PRESENÇA LOCAL

Os estudos para a implementação da subsidiária da Porsche no Brasil começaram há cerca de três anos, quando o cenário do mercado nacional de veículos era bem mais promissor. A decisão foi tomada no fim de 2014 e, em agosto deste ano, a operação local da empresa fez a importação do primeiro veículo: um 911 GT 3. “O momento econômico e político é difícil, mas ainda há oportunidades. Todos acreditam no potencial do País no médio prazo”, enfatiza o diretor executivo Matthias Brück.

A subsidiária é a primeira da companhia na América Latina e a 18ª da Porsche no mundo. Até o fim do ano a unidade terá 26 funcionários, número que saltará para 30 pessoas em 2016. Segundo Brück, além do mercado importante, o Brasil tem como atrativo os clientes fiéis e apaixonados pela marca. O executivo destaca que outro fator positivo foi a presença robusta que a empresa já tinha localmente por causa do trabalho feito pela Stuttgart Sportcar.

O Brasil também apoia a estratégia global de crescimento da Porsche, servindo como a base da marca na América Latina. Nos últimos cinco anos a empresa duplicou suas vendas anuais no mundo. Só entre janeiro e outubro de 2015 a companhia entregou 191,7 mil veículos, cerca de um quarto deste volume foi para o mercado chinês. Estados Unidos e Alemanha aparecem em seguida na lista dos países com maior demanda por modelos da marca.

Ao se estabelecer no Brasil, a Porsche pretende fortalecer o interesse pela marca e se aproximar ainda mais dos clientes, do mercado e de sua rede de concessionárias. Hoje são sete casas espalhadas pelo Brasil: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Ribeirão Preto (SP), São José do Rio Preto (SP) e Brasília (DF). Há intenção clara de aumentar a cobertura do território nacional, apesar de a empresa não confirmar para quais regiões pretende crescer. “Estamos estudando e devemos definir em 2016”, afirma Moreira.