Ao registrar o recorde histórico de 10,7 milhões de veículos de 12 marcas vendidos no mundo todo (4,2 milhões só na China), o Grupo VW obteve o maior faturamento de sua história, com € 230,7 bilhões em vendas, 6,2% maior do que no ano anterior. Em paralelo, as indenizações relativas aos veículos diesel que emitiam poluentes acima do permitido caíram pela metade em 2017, para € 3,2 bilhões (contra € 6,4 bilhões em 2016), o que ajudou a fazer o lucro operacional subir a nível nunca atingido antes: € 13,8 bilhões, já com as indenizações subtraídas, o dobro dos € 7,1 bilhões do exercício anterior.
Com isso, sobrou dinheiro no caixa da controladora e a Porsche SE decidiu começar a diversificar seus investimentos, reduzindo sua liquidez a € 937 milhões. Pela primeira vez, a empresa foi às compras diretamente, ao adquirir o controle da PTV, fornecedor de programas (softwares) de gerenciamento de tráfego e logística de transportes. A Porsche SE também investiu em pequenas participações de capital, de um dígito porcentual, em duas empresas nascentes (startups) dos Estados Unidos, a Markforged e a Seurat Technologies, ambas com atuação no campo de manufatura aditiva.
“Economicamente falando, o ano fiscal de 2017 foi extraordinariamente bem-sucedido para a Prsche SE. Fizemos avanços adicionais em nossas aquisições de investimentos e importantes progressos em procedimentos legais”, avaliou Hans Dieter Pötsch, presidente do conselho executivo da holding. Em 31 de dezembro passado, as participações da Porsche SE somavam € 31,4 bilhões, contra € 27,9 bilhões um ano antes.
Para 2018, a Porsche SE calcula que o lucro da holding deverá ficar entre € 3,4 bilhões e € 4,4 bilhões, levando em conta o desempenho esperado do Grupo VW, que ainda enfrenta incertezas sobre possíveis gastos adicionais relacionados ao dieselgate.