Inicialmente há três opções de preço: 4S, R$ 598.000; Turbo, R$ 809.000; Turbo S, R$ 979.000. O valor já inclui mudanças na estrutura elétrica em qualquer tipo de imóvel e endereço no Brasil, para recarregar as baterias. Haverá ainda versão de entrada, mas só quando a demanda mundial for atendida. A Porsche planejou 20.000 unidades/ano, porém a procura é pelo dobro. A fábrica dedicada precisou tomar “emprestados” 400 funcionários da Audi.
Trata-se de um sedã-cupê de quatro portas com inspiração de linhas no 911 e no Panamera. É bater um olho e ver um Porsche. Com apenas 1,38 m de altura o acesso ao interior não é o de um sedã comum. Contudo, ao sentar estão lá o volante em posição vertical e o tradicional botão de partida no lado esquerdo do painel. Na realidade é um botão de desligar, porque basta pisar no pedal de freio para o carro estar energizado. Além do quadro de instrumentos digital, há duas telas centrais e mais uma (sem tanta utilidade) para o passageiro, além da que controla o ar-condicionado quadrizona.
Em conectividade deixou de fora o Android Auto. O carro é um 4+1: passageiro central, atrás, só em curtas distâncias. Um vão no assoalho acomoda os pés dos outros dois passageiros, além do bom espaço para as pernas (2,90 m de entre-eixos). Dispõe de dois porta-malas: traseiro, de 366 litros e dianteiro, de 81 litros (se transportar o cabo de recarga, menos espaço).
É o primeiro elétrico com sistema de 800 V (normal, 400 V): recarrega a bateria de 5% a 80% em 22 minutos. Alcance declarado de até 412 km, no caso do Turbo S. Potência combinada dos motores dianteiro e traseiro atinge 625 cv (761 cv, com overboost). Torque descomunal: 107,1 kgfm. Para o motor traseiro existe uma caixa automática epicicloidal de duas marchas: uma melhora a arrancada e a outra aumenta o alcance em estrada.
Na avaliação que fiz no autódromo Velo Città não transpareceu o peso de 2.370 kg. Comportamento é exemplar, da tomada à saída de curvas, além da irrepreensível estabilidade direcional. Freios estão no melhor padrão: discos carbocerâmicos com pinças gigantes de 10 pistões na frente e 4 atrás. Há frenagem regenerativa por aletas no volante ou pela câmera dianteira que monitora o trânsito e aciona a regeneração. Silêncio a bordo é tal que mal se percebe o ruído de rodagem dos pneus (rodas de 21 pol. de diâmetro). No modo Sport Plus ouve-se leve rumor dos motores.
Impressionante é a aceleração do Taycan Turbo S com auxílio do controle de largada: 0 a 100 km/h em apenas 2,8 s. Só perde por 0,1 s para o 911 Turbo S que inspirou o nome do elétrico, mesmo sem este ter turbocompressor, obviamente.
|
ALTA RODA |
• Amarok, ano-modelo 2021, ganhou motor V-6 turbodiesel de maior potência do mercado de picapes médias. São 258 cv, mas a função overboost durante 10 s aumenta a potência para 272 cv. Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 s equivale a um Jetta GLI. Hoje, 65% das Amarok têm motor V-6. Há três versões de R$ 243.290 a R$ 258.270. Continuam duas versões de quatro cilindros.
• Leve reestilização de meia geração no Mini Countryman 2021. Quatro opções, duas com motores turbo de 136 cv e 306 cv, por R$ 199.990 e 299.990. As outras, híbridas plugáveis: R$ 234.990 e 264.990. Avaliei essa última com alcance de quase 50 km em uso urbano no modo elétrico. Quadro de instrumentos é acoplado à regulagem da coluna de direção. Em estrada, dirigibilidade e desempenho instigantes.
• FCA e TIM confirmaram o acordo antecipado aqui com exclusividade. A partir do primeiro semestre de 2021, modelos Fiat, Jeep e Ram contarão com wi-fi a bordo com chip de celular integrado ao multimídia, esquema já oferecido por GM e Claro. Ainda não se anunciou preço dos serviços. Novos recursos de conectividade com atualização OTA e internet das coisas (IoT) estarão incluídos.
• Desvalorização do real diante do dólar traz oportunidades de exportação do SUV compacto Kicks, afirmou Marco Silva, presidente da Nissan. “Aguardo sinal verde da matriz para mercados sul-americanos hoje abastecidos por México e Tailândia.” Sua previsão para o mercado interno, a depender da evolução da pandemia e suprimento de peças, aproxima-se dos níveis de 2019.
• Muito raro a Toyota distribuir nota pública sobre decisões do Congresso, como a extensão de incentivos fiscais para fábricas do Centro-Oeste. “Precisamos de cenários claros para investir com segurança. É um jogo de soma com resultado negativo, pois gera alguns empregos na região incentivada, mas elimina empregos e renda nas outras regiões.”
____________________________________________________________
www.fernandocalmon.com.br