
A empresa fechou o ano com 11% mais funcionários quando comparado ao ano anterior: 19.456 pessoas, o maior número já registrado na história da companhia, informa em comunicado divulgado na sexta-feira, 14. Durante a apresentação do resultado, o presidente executivo da Porsche, Matthias Müller ressaltou o papel da companhia como importante player na categoria premium:
“A Porsche não apenas continuou a crescer lucrativamente, mas também desempenhou integralmente seu papel de líder tecnológico ao desenvolver novas tecnologias e ao lançar produtos fascinantes. Com estes veículos, construímos a fundação para continuarmos a ser bem sucedidos no futuro e eles também foram um dos fatores que fizeram com que 2013 fosse o ano mais bem sucedido da história da empresa.”
O diretor financeiro Lutz Meschke destacou que a liquidez corrente da divisão automotiva, ou seja, sua liquidez bruta menos as taxas financeiras e excluindo o setor de serviços financeiros, teve uma melhora significativa, passando de € 1,87 bilhões negativos em 31 de dezembro de 2012 para € 899 milhões negativos em 31 de dezembro de 2013: “Isto nos aproxima ainda mais de alcançarmos nosso objetivo de médio prazo de pagarmos todas nossas dívidas enquanto financiamos o crescimento com nosso próprio fluxo de caixa originado das atividades operacionais”.
Tanto o presidente quanto o diretor de finanças reforçaram sua convicção de que a Porsche trafega por um trajeto de crescimento para este ano. No primeiro bimestre, as vendas cresceram 3% com relação ao mesmo período do ano passado, para 23.286 unidades entregues em todo o mundo.
“Essa tendência positiva será intensificada no decorrer de 2014 e o lançamento do SUV Macan em abril aumentará ainda mais as nossas vendas”, ressaltou Müller.
Meschke acrescentou que o lançamento do Macan deu origem a um aumento nos custos com recursos humanos e ônus de depreciação, e que a Porsche também precisará fazer desembolsos significativos antecipados em conceitos de direção atuais para poder cumprir com futuras exigências de emissões mais rígidas por todo o mundo. “Apesar disto, estamos equipados de maneira ideal para enfrentar o ano fiscal atual. Presumindo que, apesar de problemas estruturais não resolvidos, as vendas na Europa continuem a se estabilizar, nossa meta para 2014 é alcançarmos novamente um lucro operacional que esteja no mínimo no mesmo nível do ano passado”.