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Porsche terá 90% de peças em estoque local

Instalação tem 3.090 m² e abriga quase 3 mil itens diferentes
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Redação AB

29 mar 2017

3 minutos de leitura

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Com um novo centro de peças inaugurado em fevereiro, a Porsche passou a ter quase 3 mil itens diferentes em estoque no Brasil e até o fim do ano ampliará em cerca de duas vezes e meia esse número, subindo para 7,6 mil itens armazenados.
“Ter as peças disponíveis de imediato melhora muito o serviço porque reduz o tempo do carro parado na revenda. Até o fim do ano teremos em estoque 90% dos itens que os concessionários utilizam”, afirma o diretor de pós-venda da Porsche, Diego Lopez.
A ampliação é também uma oportunidade de estender a a utilização dos serviços da rede. Em um levantamento, a Porsche identificou a vinda de 9 mil unidades ao Brasil nos últimos 25 anos. “Sabemos que o segundo ou terceiro dono do carro acha o serviço da concessionária muito caro. Tentaremos mudar a percepção desses consumidores e fazer com que eles procurem nossas revendas”, diz Lopez.
A estrutura em Embu (SP) é alugada e faz parte de um grande galpão onde duas outras empresas estocam seus itens. O espaço da Porsche tem 3.090 metros quadrados, 8 mil posições e possibilidade de ampliação rápida para 11 mil se for preciso. Entenda por posição cada espaço apto a receber uma ou mais unidades de determinado item, como uma caixa dedicada aos parafusos de fixação do cabeçote de determinado modelo.
Antes da instalação atual havia um pequeno estoque anexo a uma das concessionárias. Com isso, alguns carros tinham de aguardar por cerca de 15 dias uma peça vinda da Alemanha.
Além dos itens de reposição tradicionais como filtros, velas, pastilhas e peças externas como faróis, lanternas e para-choques, o armazém tem 100 m² dedicados a itens licenciados (roupas, bonés, chaveiros e miniaturas, por exemplo) e também a equipamentos e acessórios para os carros. Instalação atual tem 8 mil posições e pode subir para 11 mil apenas com acréscimo de prateleiras. Uma área de 100 m² é dedicada a produtos licenciados como roupas, bonés, chaveiros e miniaturas, por exemplo.

Com a instalação brasileira a Porsche passou a ter 13 centros de distribuição espalhados pelo mundo. Na América são quatro e o do Brasil só atende ao mercado local. As peças estocadas em Embu provêm de um grande armazém central, com 200 mil m², na cidade de Sachsenheim, na Alemanha. O que vem de navio é trazido pela empresa de logística Schenker e entra pelo porto de Santos (SP). Os despachos aéreos cabem à Panalpina e desembarcam no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
“O transporte do nosso armazém às nove concessionárias é feito pela TK Logística”, informa Lopez. Passeando entre os corredores do armazém não é difícil ver itens banais como anéis de borracha e abraçadeiras, que fazem imaginar por que não utilizar coisas desse tipo de fabricantes locais.
“A Porsche não considera essa possibilidade”, diz o diretor de pós-venda. Ele recorda, no entanto, que os lubrificantes têm procedência local. Vale dizer também que alguns itens de desgaste como filtros e pastilhas estão disponíveis à pronta entrega dentro da rede. “E os pneus também, já que não armazenamos esse item aqui”, diz Lopez.

De acordo com o executivo, a estrutura e o estoque atuais permitem um prazo máximo de sete dias para as entregas. Se for preciso trazer da Europa o prazo pode subir para dez dias.
A Porsche não revela o valor dos itens em estoque nem o investimento. Um grande esforço ocorreu para a implantação da tecnologia desenvolvida pela própria empresa na Alemanha para localização e catalogação das peças.
A seleção do conteúdo do armazém também foi feita pela matriz com base nos carros presentes no Brasil.