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Pós-venda dita bom ritmo nas motopeças

É bem verdade que a venda de motos zero-quilômetro vem caindo sucessivamente desde 2012. E 2016 deve fechar com pouco mais de 1 milhão de motos emplacadas (veja aqui), praticamente a metade do volume registrado cinco anos atrás. Mas também é certo que o País tem uma grande frota circulante, estimada em quase 14 milhões de motocicletas.
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cria

18 ago 2016

3 minutos de leitura

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De olho nesse mercado imenso a Anfamoto realiza o 9º Salão das Motopeças, que ocorre até sábado, 20, no pavilhão amarelo do Expo Center Norte. A feira reúne mais de 100 expositores entre fabricantes e atacadistas e atrai lojistas e reparadores.

“Nosso evento ocorre nos anos pares e se alterna com o Salão Duas Rodas. Para nós é uma grande oportunidade de fazer negócios. Cerca de 25% das vendas do mês são geradas nessa feira”, afirma Orlando Leone, presidente da Associação dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças.

“Devemos ter um ano semelhante ao de 2015. As vendas de motos novas caem desde 2012 e por isso o consumidor tem de fazer manutenção nesses veículos usados”, diz Leone.

O diretor das empresas Valflex e Valplas, Valdemir Galvão, também acredita em estabilidade: “Temos mantido nosso faturamento nos últimos três anos”, diz. O empresário produz componentes plásticos em Bragança Paulista (SP) e também juntas e filtros em São Paulo (SP).

A fabricante de pneus Rinaldi, de Bento Gonçalves (RS), tem segurado a onda com vendas estáveis de cerca de 220 mil unidades mensais. O gerente comercial Sérgio De Paris destaca a importância do Salão das Motopeças: “Para nós é uma feira relevante porque 98% de nossas vendas são para o segmento de duas rodas.”

A Rinaldi distribui seus produtos para o mercado de reposição em todo o País. “Além do Sul somos fortes nas Regiões Norte e Nordeste, garante De Paris. A empresa também fornece pneus para a fabricante Traxx, em Manaus (AM).

A Bosch vai pela segunda vez à feira e levou alguns lançamentos para o pós-venda, como sapatas de freio, kits de bombas de combustível flex para motos de 300 cc e baterias. “A produção das sapatas começou este ano. Elas são fabricadas no Brasil por um parceiro, seguindo critérios da Bosch”, afirma a coordenadora de trade marketing Taise Fagnani.

As baterias vêm de uma unidade chinesa da própria Bosch. A fabricante também tem buzinas, fluidos de freio e velas de ignição para motocicletas. “Sabemos que esse segmento tem um mercado de reposição bastante competitivo e há um grande esforço para ter preços adequados”, afirma a chefe de marketing Camila Loureiro. A Bosch também fornece bombas e sensores de combustível direto à Honda em Manaus.

Segundo pesquisa encomendada pela Anfamoto à Fundação Getúlio Vargas, os fabricantes e distribuidores de motopeças e acessórios empregam 290 mil pessoas e geram 0,21% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Assista à entrevista com Orlando Leone, presidente da Anfamoto: