
Na semana passada, segundo pesquisa da Thomson Reuters IBES, a estimativa média de lucro da empresa para o segundo trimestre foi reduzida de U$ 0,15 por ação para apenas U$ 0,05. A título de comparação, no mesmo período do ano passado a empresa obteve ganho de U$ 0,32 por ação.
De acordo com o analista Charles Bradford, da Bradford Research, em Nova York, o setor aeroespacial representa apenas 14% dos lucros da Alcoa, enquanto que o mercado automotivo, uma parcela ainda menor. Com os custos com matéria-prima e energia em alta e os preços do alumínio em declínio por causa do excesso de oferta, o especialista prevê pouco alívio para a empresa.
Bradford afirmou ainda que o preço do insumo teve queda de U$ 120 por tonelada ante o primeiro trimestre, o que representa U$ 264 milhões a menos na receita esperada da Alcoa, de U$ 5,8 bilhões.
Mas não é apenas a Alcoa que tem perdido rentabilidade. Com os estoques em alta e uma queda de 20% nos preços desde março, outros produtores estão sendo prejudicados. O preço de referência de três meses para o alumínio na London Metal Exchange era de U$ 1,9 por tonelada nesta sexta-feira, 6, pouco acima da mínima de U$ 1,8 de junho de 2010.