
Se não fossem os recuos destes três itens, o IPC ficaria 0,11 ponto porcentual maior, em elevação de 0,38%. Rafael Costa Lima, coordenador do indicador, aponta que o recuo nos preços de energia foram importantes para a taxa menor do grupo Habitação (-0,01%) na terceira leitura do mês, depois de um aumento de 0,16% na anterior. “O efeito da redução no preço da tarifa demorou a acontecer. Agora, junto com a diminuição do PIS/Cofins, está deixando o grupo com inflação mais baixa”, explicou.
REDUÇÃO DO IPI PERDE FORÇA
De acordo com Costa Lima, os reflexos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis novos (de -1,31% para -0,50% no IPC) já perderam força e os preços podem até voltar a subir, caso o benefício não seja renovado. Mesmo que a medida seja estendida, ele acredita que os efeitos serão limitados. “O impacto se esgotou, mas, no caso dos usados (de -1,20% para -1,51%), ainda é significativo”, afirmou.
A variação negativa nos preços de veículos, destacou o coordenador do IPC, ajudou na deflação de 0,30% do grupo Transportes na terceira quadrissemana de agosto. “Mas os preços ainda em baixa dos combustíveis também influenciaram na redução”. O etanol cedeu 1,05% na terceira quadrissemana o mês, depois de cair 1,07%. Já a gasolina recuou 0,47%, ante -0,45% na segunda leitura de agosto.
No caso do feijão, Costa Lima salientou que, apesar da queda de 10,08% na terceira leitura do mês frente à anterior, os preços do cereal têm altas acumuladas expressivas, de quase 57% em 12 meses até julho e de 37%, de janeiro até o sétimo mês de 2012. “A queda ainda não compensa as recentes elevações”, disse.