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Preço do carbono precisa atingir US$75/t até 2030, diz FMI

A média de preço citada pela diretora-geral do Fundo Monetário Internacional seria um incentivo para mudanças de empresas e consumidores
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Redação AB

08 nov 2022

2 minutos de leitura

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O preço do carbono precisa chegar a uma média global de pelo menos US$ 75 a tonelada até 2030 para que as metas climáticas sejam bem-sucedidas. Essa foi a afirmação da diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, na 27ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP 27), que acontece no Egito.

Kristalina disse para a agência Reuters que o ritmo da mudança na economia real ainda é “muito lento”. Segundo a liderança do fundo, o preço médio por tonelada de carbono citado por ela estimularia mudanças entre as empresas e os consumidores.

Aceitação do preço do carbono é baixa

Enquanto os países membros da União Europeia já precificam o carbono acima desse nível, a € 76 a tonelada, outras regiões, como a Califórnia, nos EUA, veem as permissões de carbono serem vendidas por menos de US$ 30 por tonelada. 

“O problema é que em muitos países, não só nos países pobres, em todo o mundo, a aceitação de preços da poluição ainda é baixa”, acrescentou Kristalina.


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Diferentes rotas para precificação

Para a chefe do FMI, existem diferentes rotas que um país pode seguir quando se trata da precificação do carbono. Ela ponderou que é improvável que o segundo maior emissor do mundo, os Estados Unidos, estabeleça um preço nacional para o carbono, em razão da forte oposição política aos impostos sobre o CO2 e aos sistemas de comércio de emissões.

“Apenas foquem na equivalência. Se os Estados Unidos optarem por impor um custo de carbono por meio de regulamentação e descontos, em vez de impostos ou comércio, isso não deve importar. O que deve importar é o preço equivalente”, explicou.

Kristalina destacou a proposta do FMI de instituir um preço mínimo de carbono e a proposta lançada pela Alemanha de um “clube de carbono” das maiores economias do mundo, que coordenaria como os países membros medem e precificam as emissões de carbono e permitiria a cooperação na redução de emissões nos maiores setores industriais.