logo

autoinforme

Preço do carro sobe mesmo na crise

Os fabricantes resistem, nem mesmo uma queda de vendas que remonta aos piores momentos da grave crise de 2008 os faz reduzir os preços na tentativa de desovar o estoque e manter a produção. Preferem deixar de vender a baixar o preço para o consumidor final (embora façam isso para a venda a frotistas). O resultado é uma distorção do mercado, com vendas despencando e preços registrando os maiores aumentos dos últimos dez anos.
Author image

Redação AB

24 set 2015

1 minutos de leitura

O Preço de Verdade, índice Autoinforme/Molicar que acompanha a evolução dos preços realmente praticados no mercado, registrou nova alta em agosto, de 0,22%, elevando para um aumento de 5,5% no acumulado dos oito primeiros meses de 2015.

Em anos anteriores, com a economia próspera e as vendas em crescimento, os preços caíram como consequência da grande concorrência. Houve redução de 4,9% em 2012, 4,2% em 2008 e 1% em 2006. Nos outros anos houve crescimento, mas bem menor do que o registrado em 2015: em 2014 o preço do carro zero subiu 2,3%, em 2013 apenas 0,4% e em 2011 menos ainda: 0,1%.

A GM foi a empresa que mais aumentou os preços em agosto, + 2,1%, e outra grande, a Ford, também teve alta expressiva, média de 0,6%. Fiat (-0,9%) e Volkswagen (-0,3%) tiveram queda de preço no mês.

Effa (+ 5,5%), Troller (+4,4%) e Hafei (+3,2%) foram as marcas que mais subiram os preços em agosto, enquanto Porsche (-1,3%), Chery e Lifan (-1,4%) foram as que mais baixaram os preços dos seus carros.


Este artigo foi publicado originalmente na
Agência Autoinforme
[email protected]