No acumulado de janeiro a novembro o índice ainda é positivo, com alta de 2,1% graças aos aumentos expressivos verificados no primeiro trimestre. Naquele momento o preço do carro subiu 4% por causa dos repasses feitos pelas montadoras, que eram justificados pelo aumento do custo por causa da obrigatoriedade de airbags e freios ABS e do aumento de um ponto percentual no IPI.
Se inicialmente o consumidor aceitou os aumentos, após o primeiro trimestre ele passou a ser mais seletivo, as vendas refluíram e a única maneira do mercado manter a demanda em nível aceitável foi oferecer descontos. Assim, neste ano os preços não estão acompanhando a inflação oficial, que, conforme o IPC da Fipe, fechou em 4,9% no acumulado janeiro-novembro.
O estudo registra mensalmente a evolução dos preços do carro zero cotados pela Molicar e não dos preços oficiais. Apenas dez, das 50 marcas disponíveis para o consumidor tiveram aumentos de preço em novembro. A Geely foi a que mais subiu, com alta de 6,1%. Em seguida aparecem três marcas de importados de luxo, justamente as que mais aumentaram as vendas este ano: Chrysler, com alta de 2,5% em novembro, Audi (+1,9%) e BMW (+ 1,3%).
Outras 26 marcas tiveram queda de preço no mês, sendo a Changan a que ofereceu os maiores descontos, de – 4,6%. Tiveram quedas expressivas também Rely (- 3,3%), Suzuki (-2,4%) e a Aston, com redução de 2,1% em novembro. Doze marcas mantiveram os preços estáveis.
Confira o comportamento dos preços de todas as marcas do mercado brasileiro em novembro:

Evolução do Preço de Verdade por marca
novembro/2014

Carros que mais subiram de preço
novembro/2014

Carros que mais caíram de preço
novembro/2014

Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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