
Oliveira explicou que os valores das pessoas mudaram, interferindo no DNA do consumidor. Se no passado idealizavam um padrão de vida alto, hoje querem qualidade de vida. Antes viviam para trabalhar, hoje trabalham para viver. Antigamente tinham receptividade à tecnologia, agora buscam orientação para lidar com a tecnologia.
“Todos esses valores somados mostram que o consumidor dos dias de hoje está mais exigente e racional, prefere produtos de qualidade suficiente, mas com preço baixo. Além disso, está mais sensível ao preço. Se o preço aumentar, ele mudará, sem dúvida, para outro automóvel similar de outra marca. Ele tem maior consciência da importância do dinheiro”, comentou.
O estudo ouviu 7,4 milhões de proprietários e 3,1 milhões de proprietárias de automóveis. Logo depois do preço, os homens consideram importantes: consumo de combustível, marca, segurança, potência do motor, comodidade, número de portas, design exterior, tamanho, opções de financiamento e facilidade de dirigir, nessa ordem.
As mulheres entrevistas são influenciadas por preço, consumo de combustível, segurança, comodidade, marca, design exterior, facilidade para dirigir, potência do motor, número de portas, tamanho e, por último, pelas opções de financiamento.
Dos que já são proprietários de automóveis, 72% já decidiram qual novo modelo comprar antes de visitar a concessionária. Dos que pretendem comprar pela primeira vez um automóvel novo ou usado, 73% se encaixaram na mesma situação. “Ou seja, está cada vez mais difícil de enganar esse novo perfil de consumidor”, alertou Oliveira.
Mas o diretor da Ipsos Marplan contou que há algumas exceções: “62% dos que pretendem comprar um automóvel novo, na grande maioria jovens ávidos por produtos que ofereçam tecnologia, se sentem bem quando são reconhecidos como bem sucedidos financeiramente. Por isso, poderão priorizar a marca em vez do preço”, concluiu.