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Prefeitos aguardam definição sobre R$ 5 bi de subsídios ao transporte

Encerra-se na quinta-feira, dia 28, a Marcha dos Prefeitos em Brasília. Mais de 7 mil pessoas entre prefeitos, vereadores e secretários municipais de todo o país comparecem ao evento, cujo objetivo foi apresentar pautas prioritárias às autoridades do Legislativo, Judiciário e Executivo.
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victor

28 abr 2022

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Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, Colbert Martins, prefeito de Feira de Santana (BA), e o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL) se reúnem na Câmara dos Deputados após conferência virtual com prefeitos / Imagem: FNP

A Marcha acontece já há 22 anos, mas foi cancelada em 2020 e 2021 por causa da pandemia de covid-19. Com esse retorno em 2022, um dos tópicos mais quentes das discussões é o PL 4.392, que estabelece o Programa Nacional de Assistência à Mobilidade dos Idosos em Áreas Urbanas (PNAMI). Esse programa, que já foi aprovado pelo Senado, deverá repassar R$ 5 bilhões da União diretamente aos municípios para ajudar no custeio do transporte público.

Ontem, o diretor substituto do Departamento de Projetos de Mobilidade e Serviços Urbanos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Marcos Daniel, fez uma apresentação aos prefeitos sobre projetos do governo federal voltados à mobilidade nos municípios. Ele reconheceu que o valor das tarifas, que não compensa as sucessivas altas no preço do combustível, é um desafio.

Em um evento não diretamente relacionado na segunda-feira, o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB/AL) anunciou a membros da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que deve fechar nos próximos dias o relatório prévio do PNAMI. Ele indicou que deve propor algumas modificações no projeto aprovado pelo Senado para facilitar a votação na Câmara. As alterações serão alinhadas com a comissão técnica da FNP, com o Fórum dos Secretários de Mobilidade e com os senadores envolvidos no projeto.

A ideia é aprovar o PL o quanto antes.  “O que estamos tratando é de um tema fundamental para garantir o que preceitua a Lei: que a tarifa seja moderada e minimamente acessível para a população”, disse Bulhões na conferência online que fez com os membros da FNP.

Venda de passagens não sustenta operação

No Brasil, as empresas que operam o transporte público retiram seu arrecadamento da venda de passagens. Em uma situação como a atual, com queda de passageiros e R$ 25,7 bilhões de prejuízo, os governos municipais são obrigados a fornecer subsídios para complementar a renda dessas empresas e impedir que a operação seja interrompida. Em São Paulo, por exemplo, são mais de R$ 3 bilhões de subsídios por ano destinados ao transporte. Antes da reunião, Ricardo Nunes, prefeito da capital paulista e 2o vice-presidente da FNP, declarou publicamente que aguarda a aprovação do PNAMI para saber se vai ou não reajustar as tarifas de ônibus na cidade em 2022.

O projeto de lei estava originalmente previsto para ser votado na Câmara até o final de abril. Como isso não deve acontecer, os prefeitos aguardam que ele caminhe nas próximas semanas.