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Redação AB
O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, defendeu a necessidade de um regime de urgência na adoção de reformas estruturais no governo Dilma Rousseff, vitimadas, segundo ele, “pelo mais nocivo corporativismo e pelo mais deletério fisiologismo”. A proposta de rapidez nas reformas tributária, trabalhista, previdenciária e política foi feita na solenidade de sua posse, na noite desta quarta-feira, 17.
“Pagamos um alto preço por postergar a realização das reformas estruturais no passado um pouco mais distante; pagamos preço elevado por fazê-las apenas parcialmente no passado recente; pagaremos um preço ainda mais alto se não as fizermos agora”, enfatizou Andrade para uma plateia de mais de mil convidados no Centro de Convenções Brasil XXI, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele alinhou quatro pilares fundamentais na agenda das reformas a ser cumprida no próximo governo: imposição de limites à expansão dos gastos correntes; revisão do sistema de vinculação de despesas; implantação de critérios de eficiência aos programas governamentais e adoção de um sistema previdenciário adequado à elevação da expectativa de vida da população.
O presidente da CNI apontou a reforma tributária como a principal prioridade, com o objetivo de desonerar completamente os investimentos e as exportações e simplificar e reduzir a burocracia do sistema tributário.
Ao passar o cargo a Robson Braga de Andrade, o ex-presidente da CNI Armando Monteiro Neto advertiu que a continuidade da valorização cambial restringe o crescimento da indústria e da economia, pois “mantém o custo do capital elevado e permite preços favorecidos aos produtos estrangeiros nos mercados internacionais, prejudicando nossas exportações”.