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Presidente da Takata pede desculpas publicamente

O presidente da <strang>Takata, Shigehisa Takada, deu sua primeira declaração pública em cerca de um ano. O executivo aproveitou a coletiva de imprensa realizada após a reunião anual com acionistas da companhia em Tóquio para pedir desculpas pelos ferimentos e mortes causados pelo defeito de fabricação dos airbags produzidos pela empresa. O problema provocou recall que já supera a marca de 30 milhões de veículos no mundo todo.
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Redação AB

26 jun 2015

2 minutos de leitura

“Sinto muito pelos nossos produtos terem machucado consumidores, apesar do fato de nós sermos fornecedores de dispositivos de segurança”, declarou. As bolsas de ar defeituosas da Takata inflam de forma inadequada e atiram pedaços de metal e de plástico dentro do automóvel que podem atingir os ocupantes. Por enquanto oito mortes já têm relação comprovada com o problema. Outras 100 pessoas foram ainda feridas pelo dispositivo.

A empresa já se desculpou anteriormente por meio de comunicados veiculados em revistas e jornais nos Estados Unidos. Ainda assim, só agora o presidente da empresa lamentou publicamente o problema. “Peço desculpas por não ter sido capaz de me comunicar diretamente antes e peço desculpas também pelas pessoas que morreram ou foram feridas.”

A declaração de Takada aconteceu horas após Toyota e Nissan anunciarem novo recall por causa da falha nos airbags feitos pela empresa. As montadoras são as maiores clientes da fabricante de bolsas de ar e a nova convocação envolve 3 milhões de carros.


SEM SOLUÇÃO

A Takata assegura estar trabalhando intensamente para descobrir o que causou o defeito nos airbags. O presidente da companhia garantiu aos acionistas que as pesquisas para entender o problema vão muito bem. Ainda assim, fontes da empresa informaram à agência Automotive News Europe que a investigação não está evoluindo diante da continuidade dos recalls. Mesmo com o envolvimento de uma série de montadoras cujos carros foram equipados com os airbags defeituosos ainda não foi possível desvendar o que causa a falha.

A publicação europeia aponta que pelo menos uma das fabricantes de veículos que trabalham no caso acredita que o nitrato de amônio usado para inflar as bolsas de ar pode oferecer risco à segurança. Ao menos por enquanto a Takata continua usando o composto químico nos airbags.</strang>