
“O brasileiro precisa parar de falar mal do Brasil”, afirmou, categoricamente, Aloizio Mercadante. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disse, ainda, que o país tem totais condições de liderar o processo de transição energética.
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O presidente do banco de fomento participou do seminário Descarbonização – Os Caminhos para a Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil, realizado na terça-feira, 19, em Brasília (DF).
Além de Mercadante, o evento reuniu outras figuras proeminentes do poder público e privado, e foi organizado pelo Mobilidade de Baixo Carbono Para o Brasil (MBCB) e pelo Esfera BR – grupo composto por vários empresários de setores distintos que discutem a descarbonização.
“Tivemos uma melhoria importante no ambiente macroeconômico e os brasileiros precisam parar de falar mal do Brasil. Nossa inflação está dentro da meta e a taxa de juros vem caindo. Temos um ambiente promissor para dar um salto histórico na nossa economia e no desenvolvimento”, salientou o presidente do BNDES.
Momento de retomada
De acordo com Mercadante, o país vive um momento de retomada, com o Nova Indústria Brasil (NIB). O programa estimula o setor por meio de subsídios, incentivos e investimentos.
Além disso, o presidente do BNDES exaltou os investimentos das montadoras de veículos no país. “Esse é um processo de recomposição da indústria automotiva nacional”, disse durante o evento.
“Isso não foi por acaso. Estamos incentivando P&D do veículo híbrido flex e taxando os elétricos porque acreditamos nesses produtos mais adequados à nossa realidade”, continuou. “Queremos continuar a ser líderes globais em energia e temos que colocar o biocombustível em protagonismo. Temos todas as condições de sermos o primeiro país do G20 a ser emissão zero.”
Brasil ainda tem de se recuperar para alcançar EUA e China
Embora tenha destacado iniciativas do BNDES a fim de incentivar o setor, Aloizio Mercadante comentou que o país tem de correr atrás após um processo acelerado de desindustrialização.
“As medidas tomadas pela China, com produção a baixo custo e ocupação de mercados externos, e por Estados Unidos e União Europeia, com subsídios e protecionismo a fim de recompor a base, são desafiadoras. Não temos essa mesma capacidade de manobra”, frisou.
“Para isso, precisamos ter uma nova relação entre Estado e economia, políticas públicas e investimento, de forma a sermos competitivos”, finalizou.
