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Primeira fábrica de chips do Brasil intensifica produção

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pedro

05 jan 2012

3 minutos de leitura

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Pedro Kutney, AB

Criada pelo governo federal em 2008 e administrado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec), primeira fábrica de semicondutores do Brasil e da América Latina, deverá intensificar sua produção a partir de fevereiro, quando entra em operação regular para fornecer chips a diversos setores – incluindo o automotivo, com o dispositivo de armazenamento de dados cadastrais dos automóveis do Registro Nacional de Veículos Automotores, o Renavam. “Estamos em fase final de contratação de pessoal para iniciarmos a operação regular ainda este mês”, disse a Automotive Business o ministro Aloízio Mercadante, do MCTI.

Além de fabricar chips o Ceitec também é uma design house que pode gerar patentes e propriedade intelectual para o Brasil na área de microeletrônica avançada. Trabalham no centro de desenvolvimento mais de 100 engenheiros dedicados a projetos de circuitos eletrônicos integrados e semicondutores para usos em radiofrequência, comunicação sem fio e multimídia digital. Segundo Mercadante, as instalações já receberam investimentos do governo de R$ 500 milhões e serão necessários cerca de R$ 90 milhões por ano para manter a estrutura em funcionamento.

O Ceitec está instalado em Porto Alegre (RS), em terreno de 9,6 mil metros quadrados, sendo 5,1 mil metros quadrados de área construída. A capacidade de produção estimada é de até 100 milhões de chips por ano.

Mercadante informou que a produção comercial deve ser iniciada com o chip para rastreamento de gado, seguido por outro de logística (identificação de cargas), passaporte e identidade digital e, na sequência, o chip para veículos, que contém dados como números de chassi e Renavam, situação tributária, existência de multas e recall. A partir de 2014 todos os veículos no Brasil deverão usar o chip.

Tecnologia estratégica

“É uma tecnologia complexa, que só 20 países no mundo dominam. Por isso a estratégia é começar pelos dispositivos mais simples, que servirão de base de conhecimento para projeto e produção de microeletrônica mais sofisticada”, explicou o ministro. Hoje o Brasil importa 100% dos chips utilizados nos por diversas indústrias, especialmente a eletroeletrônica e automotiva. Por isso Mercadante avalia que esse é um campo estratégico para sustentar o desenvolvimento tecnológico e industrial do País.