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Primeira fábrica de combustível sintético neutro em CO2 começa a operar no Chile

Projeto da Siemens Energy terá capacidade para fabricar 550 milhões de litros em 2027
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Redação AB

21 dez 2022

2 minutos de leitura

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A primeira fábrica de combustível sintético e neutro em carbono do mundo começou a operar no Chile, na região da Patagônia, na terça-feira, 20. O projeto de US$ 55 milhões envolve a Siemens Energy, HIF Global e Porsche para fabricar combustível a partir do vento.

A planta Haru Oni combina energia eólica, água e CO2 para gerar o e-Methanol, gasolina neutra em carbono feita a partir de eletricidade. Instalada em Magallanes, a região da Patagônia tem vasto potencial para o mercado de hidrogênio, com ventos de mais de 6 mil horas de carga para gerar eletricidade verde, três vezes mais do que na Europa.

Fábrica de combustível sintético vai atender outros modais

Os combustíveis sintéticos, chamados de e-Fuels, são um passo para acelerar a descarbonização dos transportes, principalmente setores onde a eletrificação é complexa, como os marinho e aviação.

Com conclusão prevista para março de 2023, a planta Haru Oni terá capacidade de produção inicial de 130 mil litros de combustível sintético por ano. Após a fase piloto, o projeto terá capacidade de produzir 55 milhões de litros por ano até 2025, com projeção de capacidade para 550 milhões de litros por ano em 2027.

Siemens lidera projeto

A Siemens Energy foi responsável pelo design da instalação e liderou o sistema de integração da planta piloto da HIF Global em colaboração com a Porsche. Além disso, o hidrogênio, base para o processo de sintetização dos combustíveis, é produzido em um eletrolisador da empresa e a turbina eólica da planta é fornecida pela Siemens Gamesa.

“O projeto visa demonstrar que os e-Fuels (combustíveis sintéticos) podem ser trazidos para o mercado em amplas quantidades e a preços competitivos. Cria-se a fundação para trazer energia verde para áreas que ainda estão pesadamente dependentes dos combustíveis fósseis. Essa é uma chave para alcançar os objetivos climáticos do setor de transportes”, afirmou a executiva do conselho administrativo da Siemens Energy, Anne-Laure de Chammard.