
Após muitos feriados e paradas nas linhas de produção no País, as fábricas montaram 245,1 mil veículos e fecharam o mês passado com queda de 6,9% em relação a outubro, que teve mais dias úteis, e leve retração de 1,6% na comparação com novembro de 2017.
Mas o resultado anual ainda é robusto, com 2,7 milhões de veículos fabricados em 11 meses, em alta de 8,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. O ritmo atual aponta para a fabricação total em torno de 3 milhões de unidades montadas até o fim de 2018, número 11% maior do que o registrado há um ano, de acordo com projeção da Anfavea, a associação dos fabricantes.
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“É um número interessante, devemos fechar o ano com 3 milhões de veículos produzidos, é o melhor resultado dos últimos três anos”, destaca Antonio Megale, presidente da Anfavea.
O crescimento da produção das fábricas brasileiras de veículos está sendo sustentado em maior grau pela expansão de 15% do mercado doméstico, pois as exportações estão caindo 15% este ano.
Ainda assim, Megale estima que a produção vai continuar a crescer em 2019, dado que as vendas domésticas tendem a avançar pelo menos 10%, chegando a algo em torno de 2,8 milhões de unidades. Por mais que as exportações sigam em queda, deverão garantir ao menos número parecido com o deste ano, perto de 600 mil veículos, o que faria as fábricas montarem mais de 3,4 milhões, em expansão de 13% sobre 2018. Ainda será pouco para completar a capacidade da indústria, estimada em 4,5 milhões por ano.
O nível de emprego permanece estável na indústria, com 131 mil empregados ao fim de novembro passado, número 2,5% maior do que o verificado há um ano. “É preciso destacar que o número de trabalhadores [nos fabricantes de veículos] foi mantido mesmo depois da adoção de métodos de produção mais automatizados”, lembra Megale.