
Por segmento, a produção de pneus para automóveis caiu 6,6% em 2012, para 30,4 milhões de unidades, e para veículos comerciais pesados (caminhões e ônibus) recuou 2,6%, para 7,2 milhões unidades. Para motocicletas, a indústria produziu 9,3% menos pneus no ano passado do que em 2011, para 13,4 milhões unidades.
Para o presidente da ANIP, Alberto Mayer, parte da queda se deve em parte à retração de 1,9% na produção de veículos, citando números da Anfavea.
“Mas o principal fator para a menor produção foi a continuidade no crescimento da importação de pneus, que já responde por 40% do consumo no País”, disse Mayer.
As importações de totais de pneumáticos recuaram 5% no ano passado sobre 2011, enquanto as exportações foram 28% menores na mesma base de comparação. O resultado foi saldo negativo em 27,2 milhões de unidades, elevando em 14% o déficit da balança comercial.
“Quase todas as categorias de pneus apresentaram declínio nas suas exportações em 2012, com destaque para a forte queda de 77% de pneus para bicicletas”, argumenta Mayer.
Em valores, as importações totalizaram US$ 1,5 bilhão em 2012, 7% abaixo do valor verificado no ano anterior, enquanto as exportações somaram US$ 1,4 bilhão, saldo negativo de US$ 70 milhões, representando redução de 35% no déficit com relação a 2011. “Esse ganho obtido no período significa que o Brasil exportou produtos de maior valor unitário, entre eles, pneus de carga e para equipamentos fora de estrada”, complementa.