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Mário Curcio
De 2008 para 2010, a produção brasileira de bicicletas passou de 1.098.000 unidades para 617 mil em 2010, redução de 44%. Das quatro fábricas de bikes em Manaus restaram duas.
A Sundown, que chegou a dominar hipermercados e magazines no meio da década passada, desistiu do negócio: “Não temos como produzi-las aqui pela margem de lucro que fica para nós” , disse o atual presidente da companhia, Fernando Buffa, no início de maio.
As importações, no entanto, só crescem. De 2006 para 2010 a alta foi de 422%. No ano passado o Brasil trouxe de fora 255 mil unidades e a estimativa para 2011 é de 40 mil, alta de quase 90%.
A Abraciclo, associação que reúne fabricantes de motos e bicicletas, já tem planos para o setor: “Queremos criar um polo de bicicletas em Manaus. Para isso será preciso rever o Processo Produtivo Básico (PPB), cujas regras estão defasadas, e viabilizar a fabricação local de componentes. Já há um projeto nesse sentido”, afirma Roberto Akiyama, presidente da Abraciclo.
Apesar da queda da produção nacional, o Brasil ainda é o terceiro maior fabricante de bicicletas e o quinto consumidor desse produto. Por causa do real valorizado, o País é importador de componentes com maior valor agregado. Como exemplo, não há produção de câmbios para bicicleta por aqui.