
De acordo com o executivo – que apresentou os dados durante Seminário Internacional de Biocombustíveis, que ocorre até terça-feira, 18, em São Paulo -, o uso do etanol no transporte subirá dos atuais 3% para 8% no mesmo período de tempo.
Halff tem previsões otimistas para os próximos 20 anos no Brasil. Ele acredita que, além de quase quadruplicar a geração de energias renováveis, o País responderá por 40% da exportação mundial de biocombustíveis. A produção de gás natural irá quintuplicar e o Brasil se tornará o 6º maior produtor de petróleo do mundo, com uma produção diária de mais de 6 milhões de barris por dia.
“O mapa energético no mundo está mudando. Existe uma redistribuição de suprimento e demanda de petróleo e biocombustível e nós vemos o Brasil, hoje, como o pivô dessa transformação”, disse.
Quem também exaltou o potencial brasileiro foi Joszef Tóth, vice-presidente do WPC (Conselho Mundial de Petróleo), que classificou o País como a “Meca dos biocombustíveis”. “Há muitos lugares no mundo produzindo esse tipo de combustível, mas nenhum em tamanha quantidade e qualidade como Brasil”, destacou.
O presidente do WPC, Renato Bertani, afirmou que é preciso prestar cada vez mais atenção às fontes de energia renováveis. Segundo ele, quando se compara com barris de petróleo, o mundo consome cerca de 250 milhões de barris em energia. Destes, 85 milhões são realmente de petróleo. Os demais advêm do carvão, gás, hidroelétrica, entre outras fontes. “Nosso desafio é cada vez mais estimular o uso das fontes renováveis, pois os biocombustíveis são ideais para atender a demanda energética no mundo”, apontou.
João Carlos de Luca, presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), ressaltou que o País possui condições ideais para manter o mercado de biocombustíveis em alta, como clima e territórios suficientes para plantação. Contudo, estabelecer um marco regulatório e aumentar os investimentos em tecnologia são fundamentais.