
Os números foram divulgados nesta quarta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O setor ainda sofre o impacto da chegada do Proconve P7, programa de controle de emissões que entrou em vigor nas linhas de montagem em 1º de janeiro e tornou os veículos menos poluentes, mas mais caros entre 8% e 15%.
Em relação às vendas, diferentemente do que ocorreu com o setor de automóveis (veja aqui), que já reage às medidas de estímulo anunciadas pelo governo em 21 de maio, os veículos de carga demandarão mais tempo: “No caso dos caminhões e ônibus há uma demora de um a dois meses até surgir a reação do mercado”, disse o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, referindo-se à maior lentidão na aprovação de financiamentos.
A queda mais acentuada de produção, 65,4%, ocorreu nos caminhões semileves. Os leves tiveram recuo de 51,4% e os médios, de 48,6%. A produção de ônibus no período de janeiro a maio atingiu 12.395 unidades, queda de 31% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando haviam sido fabricadas 17.961 unidades. A maior redução, de 31,9%, ocorreu para o segmento urbano. Para os ônibus rodoviárias a queda foi de 25,6%.
Assista abaixo a entrevista exclusiva de Cledorvino Belini a ABTV sobre o desempenho do mercado: