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Produção de implementos rodoviários cresce 40%

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Giovanna Riato

01 dez 2010

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

Os fabricantes de implementos rodoviários projetam encerrar 2010 com avanço de 40% na produção, para 172 mil reboques, semirreboques e carroçarias sobre chassis. O setor deverá faturar R$ 6,8 bilhões este ano e vender 168 mil unidades no mercado interno e 4 mil equipamentos no exterior.

Operando com 85% da capacidade instalada, os fabricantes de implementos podem produzir 200 mil equipamentos por ano, mas já se organizam para ampliar e modernizar as atuais instalações. A indústria do setor investiu R$ 500 milhões nos últimos cinco anos e tem R$ 850 milhões planejados para os próximos três.

Cesar Pissetti, vice-presidente do Simefre, sindicato que reúne fabricantes de equipamentos ferroviários e rodoviários, aponta que o setor enfrentou dificuldades na cadeia de suprimentos ao longo do ano, principalmente com o fornecimento de pneus. “Tivemos problemas sérios. Nós preparamos as fábricas para o aumento da produção mas a cadeia tinha se desestruturado em 2009, ano em que o setor desacelerou muito”, conta.

Perspectivas

“O crescimento da indústria de implementos em 2011 está fortemente condicionado à continuidade dos benefícios fiscais e a disponibilidade de financiamento a custos acessíveis”, lembra Pissetti. Entre os fatores que irão influenciar o avanço do setor estão a volta da cobrança integral da alíquota do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), algumas mudanças na legislação, que podem elevar o preço dos equipamentos, e alterações no Finame.

A antecipação das compras de caminhões no final do ano, antes da chegada da nova legislação de emissões Euro 5, poderá impulsionar também as vendas de implementos. Com isso, o segmento projeta crescer entre 4% e 5% sobre o volume de 2010 e alcançar R$ 7 bilhões de faturamento.


Falta de profissionais

O vice-presidente do Simefre lembrou que, além de dificuldades relacionadas à cadeia de produção, o setor de transportes começou a encarar um novo problema: o número insuficiente de motoristas de carga. “Faltarão profissionais nos próximos anos”, alerta o executivo. Segundo ele, cerca de 10 mil novos motoristas chegaram ao mercado em 2010. No mesmo ano, 160 mil caminhões foram vendidos no País.

Foto: divulgação/Scania.